sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Minimalismo = Liberdade = Saúde

A Homeopatia é muito mais do que uma forma de medicina, é também uma forma de estar na vida.

A visão holistica da Homeopatia (ver a pessoa como um todo), é fundamental para que o objecto de focalização seja a saúde e não a doença, ao contrario da medicina convencional que se foca essencialmente na patologia em si mesma.

Assim, achei por bem falar-vos do conceito minimalista, que me parece matéria interessante para que possamos pensar em soluções para preservarmos a saúde.

Nos últimos anos tenho vindo a aprimorar o conceito minimalista em todas as facetas da minha vida.

Posso concluir, que vivemos com excesso de bens, muitos deles sem qualquer utilidade prática e que nos dificultam a vida e nos provocam stress e ansiedade.

Quem nunca abriu o roupeiro e sentiu ansiedade por vê-lo tão cheio de coisas que não têm qualquer utilidade?

Proponho um exercício:


Certamente vão conseguir ganhar espaço:)

Muitas pessoas passam anos a trabalhar com o objectivo de terem determinados bens, muitas vezes não para suprirem as suas necessidades individuais, mas para alimentarem uma adição, adição esta, tão subtilmente criada por uma sociedade sem valores, onde o consumismo desenfreado traz uma falsa sensação de bem estar e segurança.

Esta é a mesma sociedade que investe no medo. Na minha opinião, o medo está na origem de grande parte das situações de desequilíbrio emocional que vivemos actualmente. Temos medo de não ter sucesso, temos medo de não ter dinheiro, de não termos status, no fundo preocupa-nos fundamentalmente a imagem que passamos aos outros e não a imagem que temos de nós próprios.

Se os bens que compramos são em excesso e vão muito para além das nossas necessidades específicas, comprometemos a nossa liberdade individual. A privação da liberdade individual, pode ser causa de inúmeras patologias.


A nossa vida deve ser rica em experiências e não em objectos de consumo. No caso das crianças, quando pensamos em prendas de aniversário, é importante pensarmos o que realmente as marca para a vida. Serão os brinquedos fúteis e que facilmente deixam de usar, ou será uma experiência em família?? Experimentem, por exemplo, presentear uma criança com um dia passado no Jardim Zoológico, onde podem ser parte interventiva na alimentação dos animais e acompanhar os tratadores. Vão constatar, que com o mesmo valor monetário de um brinquedo sem utilidade, marcam o vosso filho/a para toda a vida. Dei este exemplo do Jardim Zoológico, mas poderia dar muitos outros.


Ter objectos em excesso pode complicar a nossa vida. Uma casa cheia de "tralha", é uma fonte de ansiedade e de stress constante, quanto maior for a casa, mais se acumula.

Mas não é só em casa que se acumula "lixo". A nossa mente é, também, facilmente ocupada por pensamentos ruidosos, corrosivos, auto-destrutivos, que nos alteram emocionalmente e abrem a porta à doença.

Aproveitemos o verão, para fazermos uma limpeza à nossa vida. Ofereçam o que não usam a quem precisa, certamente muitas pessoas utilizaram esses bens nas suas necessidades específicas e, não se esqueçam, depois da limpeza da casa, há que investir na limpeza da mente.


É interessante constatar que viver com menos é viver mais!

Imagens: Becoming Minimalist


domingo, 16 de março de 2014

Formação na Índia



Estive recentemente na Índia onde participei numa acção de formação, que excedeu todas as minhas melhores expectativas.

A coordenação do curso ficou a cargo de um dos mais reconhecidos homeopatas do mundo da actualidade. Eu já tinha estado com ele na Alemanha, no Congresso Mundial de Oncologia Homeopática e mais recentemente, no Congresso Europeu de Homeopatia em Riga, Letónia. 

Dentro da Homeopatia clássica unicista, que é o método homeopático que pratico exclusivamente, é uma figura incontornável, não só pelos sólidos conhecimentos técnicos, como pela simplicidade com que transmite o conhecimento. É um prazer ouvir alguém com tanta experiência clínica, falar de Homeopatia ao mais alto nível. 

Ter estado todo este tempo no centro clínico deste grande especialista em Homeopatia infantil (e não só) foi, até agora, a melhor formação de pós graduação que fiz na minha carreira, tendo em conta todos os conhecimentos técnicos que adquiri durante esta experiência em terras indianas.

Sinto-me um privilegiado! 

A Homeopatia é uma ciência que está sempre a evoluir, não podemos estagnar no conhecimento. Devido à específica complexidade desta medicina, temos pela frente uma vida inteira de estudo.

Estou totalmente centrado em praticar Homeopatia ao mais alto nível, continuar a evoluir, continuar a aprender...só assim podemos credibilizar a nossa prática.

Os meus pacientes esperam isso de mim, não pode ser de outra forma.

E como não há uma sem duas, já estou a pensar em mais uma formação este ano. Desta vez não será na Índia:)

Como ainda estou com o balanço indiano, resta-me dizer:

NAMASTE :):)

sábado, 25 de janeiro de 2014

O medo e a sociedade actual



O meu trabalho com Homeopatia Infantil tem sido consistente ao longo dos anos. Apesar de também trabalhar em saúde de adultos, as consultas com os pequenotes têm-me mostrado algumas realidades que, do meu ponto de vista, estão erradas na nossa sociedade. 
Uma das principais, é o clima de medo que paira sobre todos nós. Interessa a muitos sectores que assim seja. 
É comum os pais na consulta pedirem “medicação forte”, porque não podem faltar ao trabalho, ou em situações piores, administrarem os famosos antipiréticos antes de levarem a criança ao infantário, de forma a poderem ir trabalhar.  A facilidade e irresponsabilidade com que se utilizam os antipiréticos hoje em dia é extremamente preocupante, uma vez que se perdeu a noção de que são medicamentos e que têm impacto nocivo a nível multi orgânico. Muitos pais e até infantários, perante uma temperatura de 37,5, utilizam sem qualquer critério os antipiréticos, de forma a suprimir um sintoma, que por si só, é um mecanismo de defesa do corpo.
Será que esta tendência exagerada de recurso a estes fármacos tem dado resultado? Será que as crianças estão mais saudáveis e imunitariamente mais resistentes?
Com a minha experiência em Homeopatia infantil posso dizer garantidamente que não. 
As crianças estão hoje em dia, cada vez menos resistentes, cada vez se vêm mais crianças com problemas respiratórios recorrentes, medicados com broncodilatadores, anti histamínicos, corticoides, antibióticos, antipiréticos constantes, etc, etc. 
Criou-se hoje em dia, um clima de medo em relação à doença e particularmente em relação aos sintomas da doença. O mais fácil é “varrer para baixo do tapete”, escondendo, suprimindo, não curando. Isto é um flagelo que afecta muitas famílias e é desesperante para os pais verem as suas crianças,  constantemente doentes e excessivamente medicadas. 
Tenho dito sempre, que o melhor caminho é a complementaridade entre medicinas. Eu não sou de todo, um radical anti medicação química. Quando há verdadeiramente necessidade de os utilizar, que assim seja. No entanto, se houver uma maior aproximação e abertura entre a pediatria e a Homeopatia infantil, conseguimos resultados extremamente positivos, na redução do recurso a químicos agressivos e no fortalecimento do sistema imunitário, uma vez que uma percentagem muito elevada dos medicamentos utilizados hoje em dia, são totalmente dispensáveis. 
Digo isto, porque tenho trabalhado em complementaridade com alguns pediatras convencionais, com resultados muitíssimo bons. 
Para que isto aconteça, deverá acabar o clima de medo incutido na sociedade, sobre o recurso a tratamentos homeopáticos. Os médicos convencionais deverão mostrar abertura e os pacientes deverão recorrer naturalmente à Homeopatia, sabendo que ao procurarem um profissional credenciado e experiente, nada têm que recear. 
Por outro lado temos um problema sociológico. A falta de tempo, precipita o excesso de medicação. Os empregadores não facilitam a flexibilização horária no apoio à criança e por isso não há uma cultura de convalescença adequada. Poucos são os pais com capacidade para ficarem uma semana em casa até que as crianças fiquem efectivamente curadas. 
Em alguns países nórdicos a regra geral é 8-8-8. Oito horas a trabalhar, oito horas com a família e/ou lazer e oito horas a dormir. No nosso país, assistimos ao que chamo escravatura da produtividade. Somos dos países cujos trabalhadores estão mais horas no local de trabalho  (nem sempre a trabalhar), há horas para entrar e não há horas para sair.
Muitas crianças entram no infantário às 7:30/8h e saem às 19:30. Chegam a casa, tomam banho, jantam e vão dormir. É sempre assim, de segunda a sexta feira. Ao fim de semana, os pais têm que limpar a casa, ir às compras, etc, etc.
Que sociedade pode ser saudável, quando as crianças estão a ser criadas pelas educadoras de infância? As educadoras fazem um trabalho fantástico na sociedade, tendo em conta que muitas delas são também mães, mas não podem substituir os pais na educação e na manutenção dos laços afectivos entre pais e filhos. 
Quantas pessoas, cujo horário de saída é, por exemplo às 17:30, não saem, porque há sempre um chefe, ou até colega que olha ironicamente para o relógio com um ar desaprovador, como se cumprir o horário de trabalho fosse um pecado mortal?
Onde está a produtividade portuguesa com esta cultura do medo? Será que as pessoas são mais produtivas debaixo de um regime empresarial, que castra o trabalhador e lhe nega um direito tão básico como o de estar feliz?
A sociedade tem que mudar a este nível. Os pais têm que ter atitude, têm que ser capazes de dar a volta a esta forma de vida que prejudica claramente as crianças. 

A Homeopatia em complemento da medicina convencional, pode ser uma ajuda enorme na melhoria do estado de saúde das crianças, bem como dos adultos, no entanto, não chega, precisamos de mais atitude, de menos medo, de mais vida.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Bom Natal e um excelente 2014!!

Mais um ano que passou.

Balanços, pensamentos, os “ses”, o “devia ter feito...dito...”, não são mais do que ruído que nada podem fazer para mudar o passado. 

O nosso futuro, é construído com os inúmeros pedaços de presente e é em cada um destes pequenos pedaços de presente, que devemos por toda a nossa energia de entrega, de solidariedade, de ética pessoal, de Amor, de vida.

O pequeno pedaço de presente chamado Natal, não chega para construirmos um futuro melhor para todos. 

Não considero, que isto seja mais um de tantos “clichés”, ou um pensamento com pretensões filosóficas. Considero sim, que tudo de resume a uma palavra: coerência!

A coerência é o cimento que fortalece e solidifica os pedaços de presente. Se a coerência for saudável, o futuro vai ser sólido e estável. O contrário, leva à tradicional verborragia de frases feitas e sentimentos não sentidos, que mancham e invertem o espírito natalício. 

Quero desejar a todos um bom Natal e um excelente 2014! de coração, sem frases feitas:)

Mas o mais importante para mim é deixar um agradecimento sentido. Um agradecimento a todos os que consideram a Homeopatia uma forma de medicina válida, a todos os que confiam e acreditam no meu trabalho, pelo muito que me ensinam, por me fazerem uma pessoa melhor, por divulgarem e recomendarem o meu trabalho, por tudo. 

Um obrigado também, para os muitos médicos da medicina convencional, que acreditam na complementaridade das medicinas e com os quais partilho pacientes de uma forma saudável e com grande benefício para todos. Este é o caminho!

Sou um privilegiado! ser homeopata é um orgulho para mim. Faço o que mais gosto:)

Vou pedir um desejo aqui que ninguém nos lê:) Gostava muito de estar à altura de  continuar a merecer a vossa confiança. A Homeopatia agradece. 


Tudo de bom para todos.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gratidão e Homeopatia - O Batik




Hoje tive uma prenda muito especial.

Quem me conhece sabe, que tenho uma paixão enorme pela Homeopatia e pelo meu trabalho. Sou efectivamente, um privilegiado por trabalhar numa área que me dá tanto prazer.

Há cerca de quatro anos, no fim de uma consulta, uma paciente falou-me pela primeira vez em Batik, uma técnica de pintura de tecidos, muito utilizada em Java, Indonésia.  Esta técnica, é hoje considerada, património da humanidade pela UNESCO. Nessa altura, ficou no ar, a promessa de me fazer um Batik que tivesse a ver comigo e com a minha grande paixão pela Homeopatia. 

Nestes quatro anos, tenho evoluído muito como homeopata e como pessoa. Tenho tentado estar à altura de todas as solicitações que me chegam, muitas delas extremamente complicadas do ponto de vista clínico, bem como, do ponto de vista humano.

Há cerca de dois meses mudei-me para um novo espaço, no qual me sinto muito bem. Hoje recebi a “cereja no topo do bolo”, finalmente o prometido Batik está orgulhosamente a sorrir na parede do meu gabinete.

A Leonor Veiga de Oliveira é uma excelente artista. Conseguiu captar o que sinto pela Homeopatia e transpor para o pano de uma forma brilhante. Ao longo do Batik pode ler-se Similia Similibus Curentur (o semelhante cura o semelhante), o princípio fundamental da medicina homeopática. No centro, em lugar de destaque, a palavra gratidão em Sanscrito.  

Nada mais emocionante para mim, do que olhar este magnífico trabalho e sentir a verdadeira gratidão por tudo o que a Homeopatia me tem dado ao longo dos anos. Se alguma dúvida restasse, tenho mesmo os melhores pacientes do mundo:)

A Leonor está de parabéns pelo resultado final e eu estou muito orgulhoso por ser merecedor de tantas horas de trabalho e empenho. Para quem não sabe, esta técnica tem muitas etapas e procedimentos, o que resulta em muitas horas de trabalho para concluir a obra.

Muito obrigado Leonor por esta prenda especial. Certamente, será muito inspirador trabalhar em tão boa companhia. 

Este Batik será devidamente admirado:)



sexta-feira, 14 de junho de 2013

A generalização é injusta




Um problema que é recorrente na prática homeopática (e também será noutras formas de medicina complementar), é o facto de se generalizar a opinião, em vez de fazer-se uma análise do particular.

Se uma pessoa recorre a um homeopata e o profissional não teve um comportamento correcto, ou foi de alguma forma negligente, automaticamente se generaliza para a Homeopatia no seu todo e, não para o profissional em causa. Se um homeopata menos sério, cobra um preço muito acima do que deveria e os resultados são nulos, então os homeopatas (TODOS) são charlatães e só querem enganar as pessoas que sofrem. 

Penso que é totalmente injusta esta generalização, uma vez que me considero uma pessoa íntegra e honesta e tal como eu, muitos outros colegas o são. 

Tal como condeno a generalização em relação à Homeopatia, também a condeno em relação à medicina convencional. 

Não concordo que façamos uma generalização sobre o nosso sistema de saúde, ou sobre instituições em particular, ou sobre determinada especialidade.

Tenho dito sempre que a medicina convencional é insubstituível. Tenho um grande reconhecimento pelos médicos, que todos os dias salvam milhares de vidas nos nossos hospitais. Não podia ser de outra forma! Eu próprio, há alguns anos atrás, fui testemunha da entrega e do profissionalismo dos médicos da UCIPED do Hospital de Sta. Maria, devido a um problema grave de uma filha. Cheguei a questionar, se eles dormiam ou tinham folgas, porque os via sempre por lá, a dar o seu melhor.
Fui também testemunha, da competência do Professor Jorge Cruz e da sua equipa de cirurgia cárdio-torácica em Sta. Maria. Já lá vão alguns anos e ainda hoje tenho um profundo reconhecimento e gratidão pelo seu trabalho excepcional.

Muitos são os médicos da medicina convencional, que têm total abertura para as medicinas complementares. Tenho muitos médicos na minha consulta, muitos vêm com os seus filhos e muitos outros partilham os seus pacientes comigo. Temos conversas muito interessantes sobre os diferentes pontos de vista, mas acabamos, sempre, por chegar a um consenso. Fico muito feliz com esta complementaridade. Felizmente, tenho sido um privilegiado na relação profissional e até pessoal, com médicos da medicina convencional. 

Isto para dizer, que não concordo com ataques aos médicos, instituições e ao sistema de saúde em geral. É um facto, que há médicos que não deveriam exercer a profissão, porque são maus técnicos, ou porque não têm a tão importante “veia humana”, fundamental no exercício de medicina. Se houver necessidade de criticar, façamo-lo em prol do particular e não do conjunto. 

Outra crítica fácil, é dirigida à industria farmacêutica. Conheço bem esta realidade, porque estive ligado a esta área muitos anos. É claro, que o lucro é o objectivo final. Todos sabemos, que muitas vezes a necessidade de obter dividendos, leva a comportamentos incorrectos e pouco éticos e isso deve ser condenado. Mas por outro lado, são também os laboratórios os responsáveis pela investigação de novas moléculas, pelo avanço da medicina nas últimas décadas. A investigação de uma nova molécula custa milhões às companhias e, como é obvio, terão que obter o retorno do investimento. Muitas vezes, o problema está na necessidade de retorno rápido, o que leva aos comportamentos não éticos. 

A Homeopatia é a minha vida. Cada dia que passa, tenho uma maior paixão pelo que faço. Acredito incondicionalmente, nos benefícios desta medicina. Vejo estes benefícios diariamente na minha clínica, com as pessoas que me procuram, com os mais variados problemas de saúde. 

Quem não conhece esta prática a fundo, deve abster-se de criticar. Se não há estudos suficientes, porque não faze-los?

Porque não criar polos homeopáticos em hospitais públicos, a título experimental, para que sejam comprovados, os benefícios da complementaridade?

Estas ideias, não são utópicas. São possíveis. Haja (boa) vontade.

Os doentes agradecem...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Até sempre Rodrigo!


Se houvessem dias que pudessem ser apagados da nossa vida, este seria um deles.

O que dizer quando um lutador de 3 anos é derrotado por uma doença maldita, cruel, traiçoeira e implacável?

Hoje estou a viver o lado negro da minha profissão. Sinto-me derrotado, sem forças, sem motivação e sem aquela paixão pelo que faço, que quem me conhece, sabe que tenho sempre comigo. 


E agora? acredito que o Rodrigo está feliz no reino encantado para onde voam os meninos que partem.
E a mãe? e a família? e os amigos? e o país inteiro que o apoiou incondicionalmente?

Não consigo imaginar a dor da Vanessa...queria tanto que o desfecho fosse outro:(

Trabalhei tanto para fazer o melhor por ele, passei muitas horas a estudar as melhores soluções para debelar aquela maldita infecção num quadro tão complexo e difícil.

Apesar da realidade clínica não ser favorável, acreditei a certa altura, baseando-me nas análises, que poderíamos ter esperança.

Infelizmente a doença venceu...estou triste:(

Muita força Vanessa e família!!!