sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pediatria/Homeopatia - Complementaridade


Há muito que defendo, que este é o único caminho possível para que os doentes possam beneficiar do melhor de cada forma de medicina. 

A complementaridade é o futuro. É urgente e fundamental, que se legisle sobre estas práticas, para que só os profissionais devidamente formados, possam exercer a sua técnica, pois só assim, poderão saber com segurança, os limites clínicos da sua prática.

Um profissional bem treinado, não corre riscos desnecessários, sabe até onde pode levar a sua técnica. É desta segurança que os pacientes precisam, quando recorrem a qualquer medicina complementar.

A opinião do Professor Mário Cordeiro, está em sintonia com a de muitos outros médicos de várias especialidades.

Na minha prática clínica, tenho inúmeros médicos que procuram a Homeopatia para ajudar nos seus problemas de saúde, ou dos seus filhos, ou até de alguns pacientes. Temos conversas interessantíssimas sobre as diferentes visões da pessoa e da doença, mas sempre numa perspectiva de entendimento, respeito e consonância.

Ao ter esta abertura, revela humildade, respeito, sabedoria e, sobretudo, focalização no bem estar dos doentes.

A chuva de críticas que se seguiu a este artigo de opinião, vem como sempre, dos mesmos, sempre os mesmos...os mesmos que não são médicos, nem homeopatas, nem terapeutas, nem nunca sentiram o sofrimento nem o desespero de alguém que está doente. 

Deixem-se de teorias pseudo intelectuais e sejam benvindos ao mundo real do combate à doença.

Nuno Oliveira




OPINIÃO
Medicinas Alternativas... ou Complementares?
MÁRIO CORDEIRO 02/05/2013 - 11:07

Não será o momento de trabalhar em equipa e separar o trigo do joio?

A utilização de medicinas designadas por “alternativas”, em situações de doenças em crianças, tem vindo a aumentar.
Segundo um estudo realizado na Austrália e no País de Gales, cerca de metade das crianças observadas em hospitais pediátricos estavam a utilizar terapêuticas complementares e alternativas. Um outro estudo, realizado no Reino Unido, mostrou que as crianças com doenças crónicas utilizavam três vezes mais tratamentos “alternativos” do que as crianças saudáveis. O que é curioso é que os médicos pediatras não sabiam que os seus clientes estavam a fazer outras formas de tratamento, por opção dos pais.
Um estudo realizado na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa (Videira, C., Veloza, A., Moreira, J.M., Ribeiro, J. e Miranda, R.) revelou que, ao contrário do que se poderia pensar, a maior parte das pessoas que recorre à medicina alternativa não está insatisfeita com a medicina convencional – de facto, 95% dos inquiridos que utilizavam a medicina alternativa diziam-se satisfeitos com os cuidados médicos, 88% consideravam a relação com o médico boa e 92% estavam satisfeitos com os resultados dos tratamentos médicos. Muitas das pessoas que recorrem à medicina alternativa, quando precisam de cuidados mais especializados, consultam também os médicos especialistas convencionais.
Talvez a medicina convencional não esteja “em crise”, nem essa seja a razão do aumento da procura da medicina alternativa. Assim, o recurso a estas práticas não seria encarado pelos utentes como uma “alternativa” ou substituto à medicina convencional, mas sim, como um complemento desta. E as crianças virão, certamente, a beneficiar desta abordagem global e holística, dentro das várias “medicinas complementares”.
As medicinas designadas por “alternativas” não deveriam ser menosprezadas e inferiorizadas. O próprio nome, “alternativo”, é quanto a mim errado: trata-se de metodologias de tratamento “complementares” da chamada “medicina ocidental”.
Também é errado designar esta por “científica”, dado que muitas das terapêuticas utilizadas nas “complementares” são cientificamente válidas (e muitas das que nós utilizamos na “medicina ocidental” ainda carecem de prova cabal...).
Para além dos achados dos estudos, uma conclusão é óbvia: chegou a altura de deixar “a falar sozinhos” os corporativistas que defendem que “medicina só há uma, a ocidental e mais nenhuma”, e estudar, em conjunto e colaboração, as várias medidas terapêuticas que podem beneficiar, do ponto de vista biológico, psicológico e social, as crianças e suas famílias. É bom admitirmos que não sabemos nem dominamos tudo, e que a separação do trigo do joio passa por reconhecer que há trigo e que há joio. Na medicina “alternativa", mas também na “ocidental”...
Moda ou necessidade?
Alternativas? Complementares? A discussão é grande e a polémica tem feito correr rios de tinta, envolvendo os mais altos órgãos de soberania, as instituições profissionais e os leigos. Não adianta “tapar o sol com a peneira”, nem emitir juízos de valor sobre uma prática que, como todas, terá os seus pontos positivos e os seus aspectos menos bons – o que interessa é ver, numa abordagem científica, qual o interesse, a eficácia e a eficiência desta medicina, se o seu posicionamento é “alternativo” ou “complementar” relativamente à medicina “médica”, bem como saber um pouco mais dos “quês” e “porquês”, dos “quem” e dos “quandos”. Até porque, sob a designação “alternativa”, encontram-se coisas tão diversas como comprar de vez em quando um chá de tília ou submeter-se a acupunctura regularmente.
Uma área em franco crescimento
Não existem dúvidas de que a medicina alternativa está a tornar-se cada vez mais popular no hemisfério Norte. Em Portugal, os dados permitem saber que cerca de um em cada seis portugueses revela ter já utilizado as terapêuticas alternativas, nas duas semanas anteriores a serem inquiridos e pelo menos um em dois ao longo da sua vida.
No entanto, apesar da crescente procura da medicina alternativa em Portugal, há um vazio legislativo sobre esta matéria, o que permite o exercício desta medicina por pessoas não qualificadas para tal. Por outro lado, os profissionais formados por faculdades de medicina tradicional chinesa, por exemplo, de reconhecimento internacional, ficam ao mesmo nível dos charlatães, o que leva a que seja difícil distinguir a qualidade da impostura.
As crianças podem ser grandes beneficiárias da medicina alternativa, nas suas diversas variantes – aliás, a insistência que se faz, só para dar um exemplo, na massagem do bebé, é um reconhecimento de que certo tipo de actuações têm um reflexo directo sobre os estados de saúde e de bem-estar das crianças.
O reverso da medalha
Claro que nem tudo são “rosas”, nem chazinhos de camomila. É necessário as pessoas estarem alerta para a existência de muitos charlatães nesta área, e que o arrastar de alguns problemas pode trazer riscos para a saúde, não apenas pela acumulação de medicamentos dos dois tipos (com efeitos colaterais cumulativos), mas porque há diagnósticos que podem ser protelados, com prejuízo para a criança.
A abertura de espírito e a análise científica das vantagens e desvantagens, eficácia e eficiência das várias práticas médicas poderá separar o trigo do joio e contribuir para o objectivo final de qualquer prática médica: ganhos em saúde e em bem-estar para os utentes.
Complementaridade sim. Atitudes fundamentalistas do género “eu é que sou o dono exclusivo da verdade”, não!

O autor é médico e professor de Pediatria.

domingo, 3 de março de 2013

Um balanço pessoal...


50 000 acessos!
Obrigado




Esta semana, o meu blog “Nuno Oliveira Homeopatia”, atingiu um número de visitas que nunca imaginei ser possível quando tive a ideia de o conceber. 

50 000 visitas!! Sendo que mais de 90% são de Portugal continental e ilhas.

Decidi optar por um blog e não por um site institucional, com a ideia de fazer algo mais pessoal, onde pudesse transmitir as minha ideias, a minha visão da Homeopatia, as minhas vivências e sobretudo as minhas emoções. Queria estar mais próximo dos meus pacientes e de todos aqueles que sentissem vontade de recorrer aos tratamentos homeopáticos e não tivessem uma referência. Queria partilhar tudo o que me vai na alma sobre esta minha grande paixão, queria mostrar algo mais do que conhecimentos científicos. 

No fundo, o blog foi a forma que encontrei para ser eu próprio publicamente. 

Reconheço que a “fórmula” resultou. 50 000 visitas a um blog sobre um tema ainda tão pouco divulgado e muitas vezes tão maltratado, é um número que me deixa extremamente contente. Importante também, é o facto, de serem maioritariamente de Portugal, o que revela o interesse que esta forma de medicina está a ter junto da população portuguesa.

Há uns anos, no mês de Março, tomei a mais difícil decisão da minha vida. Esta decisão implicava um risco elevado a nível pessoal, familiar, económico, etc.

De um lado, tinha a minha racionalidade e ponderação, do outro lado tinha a minha intuição e a paixão pela Homeopatia. O lado da intuição e da paixão venceu. De um dia para o outro, perdi todo o conforto económico que tinha e confiei que poderia ter sucesso como homeopata. Acreditei que era justo se assim fosse, que o Universo não me iria deixar ficar mal junto da minha família, que me apoiou a deixar para trás, tudo o que tinha, para me dedicar ao que mais gosto de fazer na vida.

Todos nós nascemos com intuição, mas a intuição é como um músculo, se não for trabalhado, atrofia. Tudo na nossa sociedade é parametrizado, tudo é “balizado”. Desde cedo, deixamos de trabalhar a intuição e ao longo dos anos, ela atrofia e passamos a ouvir apenas a nossa mente. A mente está cheia de ruído, os pensamentos poluem ferozmente aquilo que sentimos e, assim, perdemos tantas oportunidades de sermos felizes. 

Esta decisão, para muitos totalmente irresponsável, foi decisiva para, neste momento,  estar a viver a melhor fase da minha vida. 

O meu percurso não foi nada fácil. Comecei a trabalhar cedo. Sei o que é ter um trabalho duro e sem condições, sei o que é ter um trabalho precário, sei o que é ser explorado, sei o que é ser despedido, sei o que é ser desvalorizado em inicio de carreira...

Nunca desisti! 

Talvez seja por isso, que também nunca desisto de ajudar quem precisa. 

Também não desisto, juntamente com outros excelentes homeopatas em Portugal, de trabalhar, para fazer da Homeopatia uma medicina de primeira linha como complemento da medicina convencional.

Até às 100 000:)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Nuno Oliveira na SIC

Gostava de agradecer à SIC e em particular à produção do programa "Boa Tarde", apresentado por Conceição Lino, a oportunidade que me deram de esclarecer as pessoas sobre as vantagens desta extraordinária forma de medicina. 

Obrigado à jornalista Catarina Tavares.

Um obrigado ao Joel, à Sofia e à Josefina por me terem acompanhado. 

Agradeço também ao meu colega Rui Augusto pela ajuda na edição do vídeo.

Mas o meu maior agradecimento, vai para todos aqueles que confiam na Homeopatia e em particular no meu trabalho, no meu empenho e dedicação. Sem eles nada disto seria possível. 



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Clínica Social


A Homeopatia tem-me dado muito ao longo dos anos.

Hoje estou particularmente satisfeito e preenchido, porque o meu projecto “Clínica Social”, começa a ter uma projecção maior e começam a surgir mais pessoas interessadas em recorrer à Homeopatia, que não poderiam usufruir de todos os benefícios desta extraordinária medicina, se não fosse nestes moldes de atendimento gratuito.

Acredito incondicionalmente, que a Homeopatia deveria estar ao alcance de todos, o próprio Serviço Nacional de saúde, teria muito a ganhar, ao incluir a Homeopatia e outras formas de medicina não convencional, no sistema nacional. Talvez isto seja uma utopia, mas o mundo dá tantas voltas...

Estou a fazer a minha parte, à minha medida, com aquilo que tenho para dar.

Na semana passada, uma mãe dizia-me que a Homeopatia tinha sido das melhores coisas que lhe surgira na vida. Relatava-me, que o que mais custava, eram as constantes visitas às urgências hospitalares, a meio da noite, aos fins de semana, as horas de espera, etc. Este relato faz parte dos meus dias de trabalho, mas em particular este deixa-me feliz. Os pais da menina, infelizmente, fazem parte duma “classe profissional” que está em grande crescimento, os desempregados. É através da “Clínica Social” que a menina faz os tratamentos, não poderia ser de outra forma, “o dinheiro não chega para tudo...”, dizia o pai.

Sinto-me feliz ao ouvir um relato destes, sobretudo porque este projecto foi feito com muito carinho e determinação. Por outro lado é enriquecedor, ter pacientes da minha clínica a ajudar no projecto, porque acreditam nele e acreditam no benefício da Homeopatia. Muitos são os que trazem medicamentos que têm em casa e não utilizaram, para dar a estas pessoas que precisam. A todos eles o meu mais sincero agradecimento.

Estamos todos a contribuir, para melhorar o estado de saúde de crianças, que de outra forma, não teriam oportunidade de beneficiar dos tratamentos homeopáticos, contribuímos também para uma maior divulgação da Homeopatia e consequentemente uma maior credibilização desta prática.

De facto, este contributo não muda o mundo, mas o mundo destas crianças e das suas famílias transforma-se, para melhor.

Basta apresentar um comprovativo, em como a criança beneficia do escalão A da acção social escolar ou nível 1 do abono de família. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pragmatismo vs Intuição


A Homeopatia é uma ciência, mas também uma arte. O pragmatismo do conhecimento científico, anda de mão dada com a intuição artística. Esta dança sincronizada entre estes dois elementos, leva-nos mais longe, leva-nos ao mais alto nível homeopático, leva-nos à génese dos fundamentos da essência humana. 

Quando atingimos o equilibrio entre estes dois elementos, temos como resultado não só o desaparecimento dos sintomas da doença, mas a cura da pessoa no todo, ou do animal, ou da planta. 

É isto que os cépticos que atacam constantemente a Homeopatia não compreendem. A sua mente está presa exclusivamente ao pragmatismo, ao conhecimento actual, às verdades óbvias, à formatação da humanidade, à involução, à pequenez...

Ao longo dos anos da minha prática clínica, muitos cépticos deixaram de o ser, porque por uma qualquer rasteira da vida, viram-se privados do bem mais precioso, a saúde. Por falta de respostas na medicina convencional, o cepticismo deixou de ser palavra de ordem. "A saúde está primeiro", dizia-me uma grande médica especialista da medicina convencional num destes dias. A Homeopatia teve resposta para um problema que a acompanhava há 15 anos. O cepticismo deu lugar à aceitação, à visão alargada para outros conceitos, para outras realidades.

Só é céptico difamatório, quem tem a mente formatada, quem nunca precisou de um tratamento para algo que a medicina convencional não resolve, quem é limitado e invejoso. 

Cada vez gosto mais do meu trabalho! Cada bebé e criança que sigo homeopáticamente em complementaridade com o seu pediatra, é um alento para continuar. É toda uma nova geração que está a abrir, que não terá a mente formatada em apenas um sentido, é uma nova esperança para o futuro, uma nova esperança para a Homeopatia que é uma medicina de futuro. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Injustiça!



“O nosso menino faleceu...”. Esta foi a frase que marcou este dia.

Infelizmente um pequeno grande guerreiro de apenas dois anos, perdeu a luta. O cancro, que traiçoeiramente se instalou no seu cérebro, retirou-lhe o riso, as brincadeiras, a alegria, as descobertas, as birras, os abraços, as conquistas...a vida!

Tantos de nós nos questionamos sobre qual o sentido desta vida. Neste momento apetece-me questionar qual o sentido da morte? desta morte? Nem eu nem ninguém, irá ter uma explicação que consiga amenizar a dor que sentem os pais. Confesso que não consigo imaginar nada mais doloroso.

O menino perdeu a luta, mas todos nós, de uma forma ou de outra, perdemos também esta luta. O cancro mais uma vez levou a melhor sobre a medicina convencional, a Homeopatia, o querer, o acreditar, o meu incondicional empenho e o de todos os médicos e enfermeiros que o viram...digo que é injusto!! Nós merecíamos ganhar, o menino merecia ganhar!!

Este é o dia, para o qual nunca estamos preparados, por muita prática clínica que tenhamos.

Sinto-me vazio...com a sensação de que dei tudo de mim para lhe fazer a melhor Homeopatia possível, mas queria tanto que o rumo da doença fosse outro, como o de tantas outras pessoas que com a ajuda eficaz da Homeopatia e de outras formas de medicina, ultrapassam o seu sofrimento. 

Tenho na minha clínica, muitos casos de sucesso, muitos outros colegas também os têm. São os sucessos que me dão a energia para continuar a grande luta contra a doença, mas por muitos casos que consigamos ajudar, não podemos curar todos os doentes, infelizmente.

Menino, onde estiveres agora, continua a sorrir!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Grande Reportagem SIC

Vale a pena ver este excelente trabalho de Miriam Alves, José Eduardo Zuzarte e Ricardo Tenreiro.
Quero agradecer à SIC e em particular a estes profissionais, pelo seu enorme contributo a bem da saúde, foi um verdadeiro serviço público numa estação privada.
Obrigado por tudo:)