sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Nuno Oliveira na SIC

Gostava de agradecer à SIC e em particular à produção do programa "Boa Tarde", apresentado por Conceição Lino, a oportunidade que me deram de esclarecer as pessoas sobre as vantagens desta extraordinária forma de medicina. 

Obrigado à jornalista Catarina Tavares.

Um obrigado ao Joel, à Sofia e à Josefina por me terem acompanhado. 

Agradeço também ao meu colega Rui Augusto pela ajuda na edição do vídeo.

Mas o meu maior agradecimento, vai para todos aqueles que confiam na Homeopatia e em particular no meu trabalho, no meu empenho e dedicação. Sem eles nada disto seria possível. 



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Clínica Social


A Homeopatia tem-me dado muito ao longo dos anos.

Hoje estou particularmente satisfeito e preenchido, porque o meu projecto “Clínica Social”, começa a ter uma projecção maior e começam a surgir mais pessoas interessadas em recorrer à Homeopatia, que não poderiam usufruir de todos os benefícios desta extraordinária medicina, se não fosse nestes moldes de atendimento gratuito.

Acredito incondicionalmente, que a Homeopatia deveria estar ao alcance de todos, o próprio Serviço Nacional de saúde, teria muito a ganhar, ao incluir a Homeopatia e outras formas de medicina não convencional, no sistema nacional. Talvez isto seja uma utopia, mas o mundo dá tantas voltas...

Estou a fazer a minha parte, à minha medida, com aquilo que tenho para dar.

Na semana passada, uma mãe dizia-me que a Homeopatia tinha sido das melhores coisas que lhe surgira na vida. Relatava-me, que o que mais custava, eram as constantes visitas às urgências hospitalares, a meio da noite, aos fins de semana, as horas de espera, etc. Este relato faz parte dos meus dias de trabalho, mas em particular este deixa-me feliz. Os pais da menina, infelizmente, fazem parte duma “classe profissional” que está em grande crescimento, os desempregados. É através da “Clínica Social” que a menina faz os tratamentos, não poderia ser de outra forma, “o dinheiro não chega para tudo...”, dizia o pai.

Sinto-me feliz ao ouvir um relato destes, sobretudo porque este projecto foi feito com muito carinho e determinação. Por outro lado é enriquecedor, ter pacientes da minha clínica a ajudar no projecto, porque acreditam nele e acreditam no benefício da Homeopatia. Muitos são os que trazem medicamentos que têm em casa e não utilizaram, para dar a estas pessoas que precisam. A todos eles o meu mais sincero agradecimento.

Estamos todos a contribuir, para melhorar o estado de saúde de crianças, que de outra forma, não teriam oportunidade de beneficiar dos tratamentos homeopáticos, contribuímos também para uma maior divulgação da Homeopatia e consequentemente uma maior credibilização desta prática.

De facto, este contributo não muda o mundo, mas o mundo destas crianças e das suas famílias transforma-se, para melhor.

Basta apresentar um comprovativo, em como a criança beneficia do escalão A da acção social escolar ou nível 1 do abono de família. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pragmatismo vs Intuição


A Homeopatia é uma ciência, mas também uma arte. O pragmatismo do conhecimento científico, anda de mão dada com a intuição artística. Esta dança sincronizada entre estes dois elementos, leva-nos mais longe, leva-nos ao mais alto nível homeopático, leva-nos à génese dos fundamentos da essência humana. 

Quando atingimos o equilibrio entre estes dois elementos, temos como resultado não só o desaparecimento dos sintomas da doença, mas a cura da pessoa no todo, ou do animal, ou da planta. 

É isto que os cépticos que atacam constantemente a Homeopatia não compreendem. A sua mente está presa exclusivamente ao pragmatismo, ao conhecimento actual, às verdades óbvias, à formatação da humanidade, à involução, à pequenez...

Ao longo dos anos da minha prática clínica, muitos cépticos deixaram de o ser, porque por uma qualquer rasteira da vida, viram-se privados do bem mais precioso, a saúde. Por falta de respostas na medicina convencional, o cepticismo deixou de ser palavra de ordem. "A saúde está primeiro", dizia-me uma grande médica especialista da medicina convencional num destes dias. A Homeopatia teve resposta para um problema que a acompanhava há 15 anos. O cepticismo deu lugar à aceitação, à visão alargada para outros conceitos, para outras realidades.

Só é céptico difamatório, quem tem a mente formatada, quem nunca precisou de um tratamento para algo que a medicina convencional não resolve, quem é limitado e invejoso. 

Cada vez gosto mais do meu trabalho! Cada bebé e criança que sigo homeopáticamente em complementaridade com o seu pediatra, é um alento para continuar. É toda uma nova geração que está a abrir, que não terá a mente formatada em apenas um sentido, é uma nova esperança para o futuro, uma nova esperança para a Homeopatia que é uma medicina de futuro. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Injustiça!



“O nosso menino faleceu...”. Esta foi a frase que marcou este dia.

Infelizmente um pequeno grande guerreiro de apenas dois anos, perdeu a luta. O cancro, que traiçoeiramente se instalou no seu cérebro, retirou-lhe o riso, as brincadeiras, a alegria, as descobertas, as birras, os abraços, as conquistas...a vida!

Tantos de nós nos questionamos sobre qual o sentido desta vida. Neste momento apetece-me questionar qual o sentido da morte? desta morte? Nem eu nem ninguém, irá ter uma explicação que consiga amenizar a dor que sentem os pais. Confesso que não consigo imaginar nada mais doloroso.

O menino perdeu a luta, mas todos nós, de uma forma ou de outra, perdemos também esta luta. O cancro mais uma vez levou a melhor sobre a medicina convencional, a Homeopatia, o querer, o acreditar, o meu incondicional empenho e o de todos os médicos e enfermeiros que o viram...digo que é injusto!! Nós merecíamos ganhar, o menino merecia ganhar!!

Este é o dia, para o qual nunca estamos preparados, por muita prática clínica que tenhamos.

Sinto-me vazio...com a sensação de que dei tudo de mim para lhe fazer a melhor Homeopatia possível, mas queria tanto que o rumo da doença fosse outro, como o de tantas outras pessoas que com a ajuda eficaz da Homeopatia e de outras formas de medicina, ultrapassam o seu sofrimento. 

Tenho na minha clínica, muitos casos de sucesso, muitos outros colegas também os têm. São os sucessos que me dão a energia para continuar a grande luta contra a doença, mas por muitos casos que consigamos ajudar, não podemos curar todos os doentes, infelizmente.

Menino, onde estiveres agora, continua a sorrir!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Grande Reportagem SIC

Vale a pena ver este excelente trabalho de Miriam Alves, José Eduardo Zuzarte e Ricardo Tenreiro.
Quero agradecer à SIC e em particular a estes profissionais, pelo seu enorme contributo a bem da saúde, foi um verdadeiro serviço público numa estação privada.
Obrigado por tudo:)


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Complementaridade entre medicinas



Tenho aprendido muito ao longo destes anos de prática clínica. Uma das maiores aprendizagens, é que não existem verdades absolutas. Na área da saúde específicamente, as verdades absolutas têm vindo a ser desmontadas, quer seja pelo avanço da investigação, quer seja pela prática clínica empírica do dia a dia.
Assim, faz todo o sentido trabalharmos em complementaridade e não de costas voltadas e com ataques constantes de parte a parte. A prioridade máxima de um profissional de saúde, a sua maior motivação e focalização, deve ser ajudar quem está doente. Não deve, não pode haver outro interesse que não seja minimizar o sofrimento de quem nos procura.

Escrevo este texto em terras alemãs, durante um seminário com o Dr. Prasanta Banerji sobre os protocolos Banerji. Não é o método homeopático que pratico e em que acredito, mas decidi estudá-lo a fundo para perceber os seus fundamentos. É o que tenho feito ao longo dos anos, estudar cada método homeopático para tirar o melhor de cada um. Como posso criticar um método que tem sucesso, sem o conhecer em profundidade?

Cheguei à conclusão, que muitas vozes criticam constantemente a homeopatia, porque não  conhecem em profundidade os seus fundamentos, a sua farmacopeia, nem a forma como administrar os medicamentos homeopáticos. São críticas recorrentes, sem fundamento e vão contra toda a experiência clínica de uma medicina com duzentos anos de experiência que é actualmente a segunda forma de medicina mais prescrita no mundo.

Confesso que estou cansado dos mesmos argumentos, da desconfiança, do pseudo cepticismo, etc.

A Homeopatia não se trata de crença, de fé ou efeito placebo. Não é pelo facto de acreditarmos, que o tratamento vai ser bem sucedido. Se assim fosse, não precisariamos de ter uma farmacopeia de cerca de três mil e quinhentos medicamentos, não precisariamos seguir de perto os pacientes para fazermos acertos na potência ou na substância. Não era eficaz nos bebés, animais e plantas... Bastava a crença e tudo resultava. Mas infelizmente não é assim.

A Homeopatia significa muito trabalho, muita dedicação e total disponibilidade. Esta forma de medicina é altamente complexa. Para se medicar homeopáticamente ao mais alto nível, são precisos muitos anos de estudo profundo, formação contínua, abertura para aprender novos métodos, prática clínica constante e, sobretudo, humildade, para reconhecermos que o estudo é para toda uma vida e nunca poderemos ter a veleidade de pensar que sabemos tudo.
E onde entra a paixão e o talento?

A Homeopatia é uma ciência, mas não se resume a essa classificação. Na minha opinião é também uma arte e cada vez a vejo mais como arte. Como em qualquer forma de arte, são precisos três ingredientes essênciais: trabalho, paixão e talento. De referir que certos ramos da medicina convencional são também formas de arte. O que seria um cirurgião sem trabalho, paixão e talento?

A medicina convencional é insubstituível, mas a Homeopatia também é. Qualquer terapia tem os seus limites e cabe ao profissional especializado, saber quais os limites da sua prática. Temos que trabalhar em conjunto para ir buscar o melhor de cada uma, pois só assim podemos dar o melhor ao doente.

É importante reter que :

Sim!! A Homeopatia é eficaz.

Não!! A Homeopatia não é crença ou efeito placebo.

Sim!! A Homeopatia pode ser complementar da medicina convencional

Não!! A Homeopatia não é uma medicina menor.
Isto é a Homeopatia. É assim que a vejo, é assim que a pratico é assim que a sinto...

Neste quarto de hotel algures no sul da Alemanha, sinto um orgulho enorme em ser homeopata, no que isso representa para mim e para todos os que tenho ajudado. Um orgulho enorme, pela confiança que todos os dias tantas pessoas demonstram em relação à Homeopatia e ao meu trabalho em particular.

Obrigado a todos:)

domingo, 7 de outubro de 2012

Hora de mudança!

Sinto que estou em grande mudança. Apesar da crise em que todos nós vivemos, estou em contra ciclo com o cruzar de braços, apetece-me fazer coisas, mudar para melhor, levar a Homeopatia praticada em Portugal mais longe do que nunca.
Motivação não me falta e a paixão pelo que faço é cada vez maior:)
Para além da mudança de clínica, mudei toda a imagem do blog.
Acredito que com amizade tudo corre melhor e apostei na capacidade do meu amigo Miguel Silva para me ajudar no grafismo. Aposta ganha!!
Por fim, decidi partilhar alguns dos meus altos e baixos, alguns pensamentos e emoções, com quem se interessa por estes temas. O blog vai ter interacção com o Twitter:) Vão seguindo...
Espero que gostem!! Sem todos vocês que acreditam dia após dia no meu trabalho, nada disto fazia sentido.
Obrigado!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Consumismo/Minimalismo



Apesar deste blog ter como temática a forma como pratico e sinto a Homeopatia, desta vez quero partilhar um pouco da minha consciência cívica e da minha preocupação sobre a forma como a nossa sociedade capitalista/consumista está a esgotar os recursos naturais do nosso planeta.

O consumo excessivo está a matar-nos, aos que consomem e aos que não têm oportunidade ou nunca quiseram consumir. 

Ao destruir os recursos do planeta, afectamos directa e indirectamente todas as formas de vida e não temos esse direito.

Recomendo um vídeo excepcional sobre este tema: 

http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k

Como alternativa a este consumismo, muitas vezes sem qualquer sentido, porque não considerar uma outra forma de estar na vida, como por exemplo o minimalismo!

http://www.becomingminimalist.com/becoming-minimalist-start-here/

http://zenhabits.net/start/

Depois de toda esta leitura, resta-me dizer:

Obrigado pelo interesse em preservar a vida das próximas gerações:)





sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A respeito da Homeopatia...

Carlo Dossi (1849-1910), escritor italiano.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Esta é a semana!




A Homeopatia é efetivamente a minha vida.


Esta semana está a ser muito especial. É apenas mais uma semana na minha vida, mas para mim, está a ser uma vivência muito intensa pela positividade, por aquelas palavras que leio ou que oiço, por aqueles sorrisos espontâneos que não se explicam em palavras, por aquela lágrima que escapa por ver o filho com saúde há 3 meses depois de 2 anos de doença, pelas emoções, por tudo...

Esta é uma semana muito especial, poderia dizer que é apenas mais uma semana de trabalho mas não é, tão simplesmente, porque não é trabalho, é o que mais gosto de fazer, incondicionalmente.

Esta é uma semana muito especial, porque também está presente a frustração, aquela sensação de vazio impotente, de peso, por todos aqueles que não podem fazer da minha semana especial uma semana plena.

Esta é uma semana muito especial, vem com ela a nuvem que intimida o brilho desta prática, o desconhecimento, os contra, a dúvida constante, o cliché das questões, o cinzento da gente, o fado, a natureza humana...que bom que era a Homeopatia noutro cenário...

Esta é uma semana muito especial, porque sim, porque dei o meu melhor. Talvez não tenha feito o suficiente, mas a leveza da consciência é o calmante da frustração.

Há dias em que é tão bom estar em boa companhia, com a nossa paz, o nosso silêncio, a nossa compreensão, a nossa consciência e para colorir, os nossos sonhos.

Esta é a semana...

domingo, 22 de abril de 2012

Inveja!!



Muitas são as emoções corrosivas, que destroem as pessoas, que destroem a sociedade, que destroem o mundo.

A inveja é uma dessas emoções. Ela é mesquinha, pequenina, sem valor. O pior é que transforma quem a sente em mesquinho, pequenino e sem valor.

Quem olha para o sucesso dos outros através do filtro da inveja, não vê o positivo nesse sucesso, não evolui, não sente felicidade e por isso torna-se doente.

A inveja é doença!! combatê-la, passa por tomar consciência de que ela está em nós, que ela existe, que ela nos condiciona.

Quem lida mal com o sucesso dos outros, quem critica destrutivamente, quem é doutorado em maledicência, quem se alimenta da intriga, quem não vive a sua própria vida, está doente, precisa de ajuda.

Esta doença tem que ser curada. A sociedade e o Universo agradecem!!!

Li um texto interessante do animador de rádio Pedro Ribeiro. Actual director da Rádio Comercial e apresentador do Programa da manhã.

Fica aqui o link: http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/588800.html

terça-feira, 6 de março de 2012

A Homeopatia e os perigos da internet!


Ao longo dos anos da minha prática clínica, tenho sido confrontado algumas vezes com dúvidas acerca dos medicamentos que prescrevo, após pesquisas na internet feitas por alguns pacientes.

A internet é um meio insubstituível de obter informação sobre os mais variados temas. No entanto, no que diz respeito à ciência homeopática, apresenta mais desvantagens e problemas do que informação.

A Homeopatia clássica unicista pressupõe a individualização criteriosa do paciente como um todo mental, emocional e físico. Ao contrário da medicina convencional e de outras terapias naturais, a abordagem homeopática obedece a uma filosofia própria e única na observação do quadro sintomático do doente, pelo que um homeopata clássico não medica a patologia, mas sim o conjunto dos sintomas.  

Assim, os medicamentos homeopáticos não são prescritos para a patologia em si mesma, como por exemplo para constipações, para dores de cabeça, para tosse, etc. mas sim para o conjunto total dos sintomas, onde se incluem os mentais e os emocionais. É por este facto, que se torna difícil compreender a escolha do medicamento por parte do homeopata clássico, já que esta escolha obedece a métodos específicos presentes na filosofia homeopática.

Quando alguém que não tem formação sólida em Homeopatia pesquisa na internet sobre medicamentos homeopáticos, vai encontrar uma imensidão de sites onde descrevem os medicamentos das mais variadas formas, muitas vezes sem qualquer rigor. A maioria das vezes concluem que o medicamento que prescrevi para um determinado problema, não se enquadra na descrição que leram na internet e isso causa dúvidas.

A Homeopatia é uma ciência rigorosa e muito complexa. Para se prescrever ao mais alto nível pressupõe anos de estudo e dedicação. É preciso muito treino e prática clínica para podermos filtrar a informação que circula pela internet.

Por tudo isto, peço a todos os meus pacientes para me colocarem todas as questões que surgirem durante o tratamento homeopático. Estou totalmente disponível para o fazer.

No que diz respeito à Homeopatia, a internet não é boa conselheira.

sábado, 25 de junho de 2011

Artigo na Revista Saúde Activa

Para ler o artigo, click nas imagens

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Obrigado!!

Depois do programa "Portugal no Coração" de hoje e com todo o reconhecimento e palavras de alento que me foram dirigidas, só posso concluir que tudo valeu a pena. Valeram a pena as 14 horas de trabalho diário, a entrega a esta minha paixão, todas as horas de estudo,a dedicação aos meus pacientes, o sacrifício de tempo à minha família, etc...

No entanto, sem vocês todos, que confiaram no meu trabalho, que confiaram na Homeopatia, nada disto seria possível.

A todos, o meu MUITO OBRIGADO!

Quero também agradecer à RTP e em especial à produção do programa " Portugal no Coração", o suporte ao meu projecto "clínica social"

Vou continuar a dar o meu melhor, para ajudar quem me procura e para fazer da Homeopatia uma medicina de excelência em Portugal e acessível a todos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Para reflectir


Segundo dados do Infarmed, os portugueses gastam sete milhões de euros mensais em antibióticos. O uso excessivo de antibióticos é um dos fatores que mais contribuem para o problema da prevalência de resistência bacteriana.
Portugal continua no topo da lista de países europeus com maior gasto no uso de antibióticos: sete milhões de euros mensais. São números do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, que revelam ainda outro indicador: nos últimos cinco anos, cerca de 100 milhões de euros foram gastos neste tipo de medicamentos.

O consumo de antibióticos atinge grandes proporções nos gastos do Serviço Nacional de Saúde, com 62 milhões de euros em comparticipações, de um total de sete milhões de embalagens.

Segundo um estudo que analisou o consumo de antibióticos entre 2000 e 2007, “o aumento da prevalência de resistência bacteriana aos antibióticos tornou-se um importante problema de Saúde Pública a nível mundial”.

A ingestão destes medicamentos é nociva porque, segundo aquele estudo – apresentado em 2010, da autoria de Isabel Ramalhinho, José Cabrita, Mafalda Ribeirinho e Isaura Vieira –, “contribui para a resistência microbiana”.

“O uso excessivo de antibacterianos tem custos sociais e consequências graves para a saúde, nomeadamente a menor resposta dos tratamentos, o prolongamento das doenças, o crescimento do número de hospitalizações e o maior risco de complicações e de mortalidade”, indica o estudo.

Muitos fatores contribuem para o uso excessivo, dos quais se destaca: “incerteza no diagnóstico, prescrição desnecessária ou inadequada, consultas sobrecarregadas que dificultam a precisão do diagnóstico”.

A maioria da população desconhece que os antibióticos atuam somente nas bactérias e são “ineficazes no tratamento de patologias virais”. Por isso, “tomam antibióticos para o tratamento de uma gripe”.

Neste estudo, verificou-se, no entanto, uma quebra gradual no consumo de antibióticos, na ordem dos 9,36 entre 2000 e 2007. Apesar de uma redução significativa no uso de antibióticos, Portugal ainda apresenta valores elevados, em comparação com outros países da Europa, o que é agora comprovado.

Fonte: Cyberjunta

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mentes fechadas

Desde ontem, muitas emoções têm estado presentes dentro de mim. Comecei com indignação, mas rapidamente a afastei, passou por mim a tristeza, a frustração, a impotência, a ansiedade, a angustia...agora, depois de muito pensar, de muito trabalho de auto-disciplina, tenho comigo a aceitação.

Tenho que aceitar, que fazemos parte de uma sociedade, assente em estruturas ocas de interesses económicos, onde os valores ancestrais de respeito pelos outros, a amizade, a solidariedade etc, cairam em desuso.

O artigo da Revista Visão, foi um ataque vergonhoso a uma forma de medicina fantástica, que ajuda milhões de pessoas em todo o mundo. Foi vergonhoso, porque foi escrito por leigos em ciência homeopática, foi vergonhoso, porque só apresenta uma versão do assunto, foi vergonhoso pela escrita pobre e pelas citações de cariz ofensivo.
A Homeopatia é a minha vida, é uma paixão que tem exigido de mim imensos sacríficios. Estudo Homeopatia quase compulsivamente há muitos anos, entrego-me totalmente aos meus pacientes, sacrifico tempo para a minha familia, sacrifico férias, fins de semana...tudo isto com uma única motivação, o sucesso clínico, ver os meus pacientes melhores.

Cheguei a um nível da minha prática clínica, que não tenho que perder tempo a tentar provar que a Homeopatia funciona. Os resultados estão à vista, não só sensasorialmente, como analiticamente.

Não é novidade para nenhum homeopata, que acima de determinada potência homeopática, não existem moléculas da substância original e que, quanto mais alta for a potência (com maior grau de diluição), mais profunda é a acção do medicamento. Não contesto que este príncipio contraria na totalidade, todas as leis da física e da quimica que se conhecem hoje em dia.

O que me deixa triste, é a limitação mental de muitos cientistas. Um cientista é alguém que se baseia na evidência, mas a evidência também se baseia em pressupostos, os pressupostos actuais de evidência. Para mim, os critérios de evidência aos quais a Homeopatia tem sido submetida, estão totalmente errados. A Homeopatia tem as suas regras específicas, que se não forem cumpridas, obviamente não vai funcionar.

Fazer estudos clínicos com Homeopatia, estrapolando metodologias utilizadas na medicina convêncional é um erro. Não tem rigor científico e é a explicação para os constantes resultados que têm vindo a público. Não contesto os resultados, considero até que publicações como o "Lancet" são altamente credíveis, o que tenho que constestar são as metodologias utilizadas nesses estudos.

Os estudos homeopáticos são baseados no seguinte pressuposto: vamos provar que a Homeopatia não funciona, ou que a Homeopatia é efeito placebo. Estes estudos são feitos por pessoas com créditos provados nas suas áreas, mas que não dominam os princípios homeopáticos.

Os estudos com Homeopatia têm que ser feitos segundo os métodos homeopáticos, temos que adaptar os pressupostos da evidência, à especificidade da Homeopatia, não podemos querer ter resultados homeopáticos, quando os medicamentos são utilizados segundo a visão da medicina convencional.

Tenho defendido a criação de grupos de cientistas, sobretudo no meio universitário, pela curiosidade e por não estarem tão facilmente sujeitos à pressão de interesses, que seguissem o seguinte princípio: sabemos empiricamente que a Homeopatia funciona, sabemos que trata milhões de pessoas em todo o mundo, vamos saber porquê!! vamos investigar, que mecanismos as ultra-diluições accionam no corpo para levar à cura.

A Homeopatia trata os sintomas da doença, com substâncias que provocam num ser saudável, os mesmos sintomas que o doente apresenta. Acredito incondicionalmente, que se a investigação for no sentido de compreendermos os mecanismos de acção do medicamento homeopático, teremos muitas e importantes respostas, sobre a forma como a doença se manifesta no corpo, isto é, ao sabermos como a "doença" do medicamento se comporta no organismo, saberemos como a doeça propriamente dita se manifesta no corpo.

A Homeopatia tem já duzentos anos, são duzentos anos de experiência clínica de grandes médicos por esse mundo fora, que não podem ser despresados. Grandes cientistas, trabalharam grande parte da sua vida em pról da medicina homeopática. Deixaram-nos um legado médico precioso na ajuda aos que precisam. A Homeopatia, não é uma panaceia, requer uma vida inteira de estudo e dedicação, muitos dos actuais detractores não fazem a mais pequena ideia do que é estudar uma Matéria Médica Homeopática.

Quero dizer com isto, que o conhecimento científico da humanidade não está fechado. Se queremos verdadeiramente evoluir no conhecimento, temos que estar abertos, temos que questionar, pela positiva e não pelo derrotismo. O verdadeiro cientista não tem verdades absolutas, quem as tem, não evolui e, vive de arrogância e pequenez.

Considero-me um homeopata de sucesso, trato todos os que me procuram de um modo responsável e respeitando os limites da Homeopatia. Afirmo determinantemente que a medicina convencional é insubstituível. Todos os dias, milhares de médicos fantásticos fazem milagres por esses hospitais. Tenho imensos amigos médicos que respeito acima de tudo, pelo trabalho que fazem. A Homeopatia é um complemento precioso à abordagem médica, é em muitos casos, uma extenção da medicina. Trabalho frequentemente com pacientes que me são recomendados por médicos, com um sucesso clínico muito acima do esperado com medicina convencional apenas. Quem ganha com este intercambio de experiências? O doente, que deve ser sempre o nosso foco.

Guerras de interesses, só estão ao alcançe dos que não estão focalizados no tratamento dos doentes. Essa não é a minha conduta e por isso não quero entrar nelas.

A Homeopatia é uma pérola, a sua eficácia clínica é surpreendente nos adultos, nos bebés, nos animais, nas plantas, etc. Quem não quer recorrer, está no seu direito, mas deve respeitar o livre arbitrio de quem quer e, de quem confia neste extraordinário tratamento. Em vez de perdermos tempo com patetices, deveriamos unir sinergias para ajudar os doentes.

Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Se há casos de negligência médica em consultas de Homeopatia, também as há nas consultas de medicina convencional. Tenho defendido, serem criados cursos credíveis, com formação sólida em todas as vertentes da saúde humana com o objectivo de formar profissionais homeopatas com capacidade para avaliar o doente e saber aplicar o método homeopático dentro dos seus limites. Esta, para mim, é uma questão fundamental, saber quando o caso não é passível de tratamento homeopático.

Este artigo da revista Visão, foi muito importante para se falar mais desta extraordinária forma de tratamento. Nós, que amamos a Homeopatia e que nada temos a temer, só podemos agradecer a exposição pública que está a ter. Eu vejo sempre as coisas pelo lado positivo, não quero alimentar qualquer sentimento negativo, embora fosse fácil, dada a má qualidade do artigo. Confesso, que depois de todos estes anos de esforço e de estudo, de ter estado com alguns dos melhores homeopatas do mundo em vários países, entristeceu-me a expressão "homeopatetice" proferida por uma professora de química do Instituto Superior Técnico. Esperava mais abertura, das pessoas que ensinam os futuros cientistas do nosso país. Espero que nunca venha a precisar da "homeopatetice" quando a "quimico-espertice", por alguma razão, não resultar.

Só me resta deixar uma palavra de agradecimento, a todos aqueles que têm confiado no meu trabalho e na Homeopatia. É por todos eles, que tenho trabalhado e com eles tenho evoluido. Apesar de todas as forças contrárias, o esforço tem valido a pena.


Nuno Oliveira

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Extraordinária medicina


Este é um site concebido por entidades credíveis sobre Homeopatia.

Para quem quer saber mais...

http://www.extraordinarymedicine.org/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Solidão

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear
ou fazer sexo... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma ..."

Francisco Buarque de Holanda

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Clínica social

Há muito que venho sentindo o apelo, de fazer chegar o que faço, a pessoas, que por razões económicas graves, não podem recorrer aos excepcionais benefícios da medicina homeopática.

Não me parece justo, que uma mãe não consiga tratar homeopáticamente uma criança, por não ter condições económicas para o fazer. Ao longo da minha prática clínica, têm sido dezenas, as pessoas que sei que não podem pagar uma consulta e que não cobro. Por vezes, não pensamos, na quantidade de pessoas que com salários baixos, tentam sobreviver, para que nada falte aos seus filhos. Para essas pessoas, pagar uma consulta privada, é um sacrifício que não podem comportar.

Mas será que por isso, as crianças não podem receber tratamentos homeopáticos? Será que a Homeopatia, é uma medicina exclusivamente, para pessoas com recursos económicos?

Podem chamar-me idealista, mas como idealista não é um nome feio, podem chamar à vontade… O que é certo, é que ainda não desisti de acreditar que podemos chegar a mais pessoas.

O centro Homeopático da Linha, vai contribuir com uma gota num oceano infindável de necessidades, mas se todos pensarmos que não fazemos diferença, o mundo não avança.

A partir de Dezembro, vamos ter um dia por mês para atendimento gratuito a crianças, cujos pais tenham rendimentos baixos. Vamos começar apenas com pediatria, mas em breve, abriremos a clínica social a adultos.

O recurso à clínica social do centro homeopático da linha, exige comprovativo, de que a criança pertence ao escalão A da acção social escolar, ou ao escalão 1 do abono de família.

Todas as informações sobre este serviço e marcação de consultas, através do número 21 099 84 56.