domingo, 22 de abril de 2012

Inveja!!



Muitas são as emoções corrosivas, que destroem as pessoas, que destroem a sociedade, que destroem o mundo.

A inveja é uma dessas emoções. Ela é mesquinha, pequenina, sem valor. O pior é que transforma quem a sente em mesquinho, pequenino e sem valor.

Quem olha para o sucesso dos outros através do filtro da inveja, não vê o positivo nesse sucesso, não evolui, não sente felicidade e por isso torna-se doente.

A inveja é doença!! combatê-la, passa por tomar consciência de que ela está em nós, que ela existe, que ela nos condiciona.

Quem lida mal com o sucesso dos outros, quem critica destrutivamente, quem é doutorado em maledicência, quem se alimenta da intriga, quem não vive a sua própria vida, está doente, precisa de ajuda.

Esta doença tem que ser curada. A sociedade e o Universo agradecem!!!

Li um texto interessante do animador de rádio Pedro Ribeiro. Actual director da Rádio Comercial e apresentador do Programa da manhã.

Fica aqui o link: http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/588800.html

terça-feira, 6 de março de 2012

A Homeopatia e os perigos da internet!


Ao longo dos anos da minha prática clínica, tenho sido confrontado algumas vezes com dúvidas acerca dos medicamentos que prescrevo, após pesquisas na internet feitas por alguns pacientes.

A internet é um meio insubstituível de obter informação sobre os mais variados temas. No entanto, no que diz respeito à ciência homeopática, apresenta mais desvantagens e problemas do que informação.

A Homeopatia clássica unicista pressupõe a individualização criteriosa do paciente como um todo mental, emocional e físico. Ao contrário da medicina convencional e de outras terapias naturais, a abordagem homeopática obedece a uma filosofia própria e única na observação do quadro sintomático do doente, pelo que um homeopata clássico não medica a patologia, mas sim o conjunto dos sintomas.  

Assim, os medicamentos homeopáticos não são prescritos para a patologia em si mesma, como por exemplo para constipações, para dores de cabeça, para tosse, etc. mas sim para o conjunto total dos sintomas, onde se incluem os mentais e os emocionais. É por este facto, que se torna difícil compreender a escolha do medicamento por parte do homeopata clássico, já que esta escolha obedece a métodos específicos presentes na filosofia homeopática.

Quando alguém que não tem formação sólida em Homeopatia pesquisa na internet sobre medicamentos homeopáticos, vai encontrar uma imensidão de sites onde descrevem os medicamentos das mais variadas formas, muitas vezes sem qualquer rigor. A maioria das vezes concluem que o medicamento que prescrevi para um determinado problema, não se enquadra na descrição que leram na internet e isso causa dúvidas.

A Homeopatia é uma ciência rigorosa e muito complexa. Para se prescrever ao mais alto nível pressupõe anos de estudo e dedicação. É preciso muito treino e prática clínica para podermos filtrar a informação que circula pela internet.

Por tudo isto, peço a todos os meus pacientes para me colocarem todas as questões que surgirem durante o tratamento homeopático. Estou totalmente disponível para o fazer.

No que diz respeito à Homeopatia, a internet não é boa conselheira.

sábado, 25 de junho de 2011

Artigo na Revista Saúde Activa

Para ler o artigo, click nas imagens

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Obrigado!!

Depois do programa "Portugal no Coração" de hoje e com todo o reconhecimento e palavras de alento que me foram dirigidas, só posso concluir que tudo valeu a pena. Valeram a pena as 14 horas de trabalho diário, a entrega a esta minha paixão, todas as horas de estudo,a dedicação aos meus pacientes, o sacrifício de tempo à minha família, etc...

No entanto, sem vocês todos, que confiaram no meu trabalho, que confiaram na Homeopatia, nada disto seria possível.

A todos, o meu MUITO OBRIGADO!

Quero também agradecer à RTP e em especial à produção do programa " Portugal no Coração", o suporte ao meu projecto "clínica social"

Vou continuar a dar o meu melhor, para ajudar quem me procura e para fazer da Homeopatia uma medicina de excelência em Portugal e acessível a todos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Para reflectir


Segundo dados do Infarmed, os portugueses gastam sete milhões de euros mensais em antibióticos. O uso excessivo de antibióticos é um dos fatores que mais contribuem para o problema da prevalência de resistência bacteriana.
Portugal continua no topo da lista de países europeus com maior gasto no uso de antibióticos: sete milhões de euros mensais. São números do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, que revelam ainda outro indicador: nos últimos cinco anos, cerca de 100 milhões de euros foram gastos neste tipo de medicamentos.

O consumo de antibióticos atinge grandes proporções nos gastos do Serviço Nacional de Saúde, com 62 milhões de euros em comparticipações, de um total de sete milhões de embalagens.

Segundo um estudo que analisou o consumo de antibióticos entre 2000 e 2007, “o aumento da prevalência de resistência bacteriana aos antibióticos tornou-se um importante problema de Saúde Pública a nível mundial”.

A ingestão destes medicamentos é nociva porque, segundo aquele estudo – apresentado em 2010, da autoria de Isabel Ramalhinho, José Cabrita, Mafalda Ribeirinho e Isaura Vieira –, “contribui para a resistência microbiana”.

“O uso excessivo de antibacterianos tem custos sociais e consequências graves para a saúde, nomeadamente a menor resposta dos tratamentos, o prolongamento das doenças, o crescimento do número de hospitalizações e o maior risco de complicações e de mortalidade”, indica o estudo.

Muitos fatores contribuem para o uso excessivo, dos quais se destaca: “incerteza no diagnóstico, prescrição desnecessária ou inadequada, consultas sobrecarregadas que dificultam a precisão do diagnóstico”.

A maioria da população desconhece que os antibióticos atuam somente nas bactérias e são “ineficazes no tratamento de patologias virais”. Por isso, “tomam antibióticos para o tratamento de uma gripe”.

Neste estudo, verificou-se, no entanto, uma quebra gradual no consumo de antibióticos, na ordem dos 9,36 entre 2000 e 2007. Apesar de uma redução significativa no uso de antibióticos, Portugal ainda apresenta valores elevados, em comparação com outros países da Europa, o que é agora comprovado.

Fonte: Cyberjunta

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mentes fechadas

Desde ontem, muitas emoções têm estado presentes dentro de mim. Comecei com indignação, mas rapidamente a afastei, passou por mim a tristeza, a frustração, a impotência, a ansiedade, a angustia...agora, depois de muito pensar, de muito trabalho de auto-disciplina, tenho comigo a aceitação.

Tenho que aceitar, que fazemos parte de uma sociedade, assente em estruturas ocas de interesses económicos, onde os valores ancestrais de respeito pelos outros, a amizade, a solidariedade etc, cairam em desuso.

O artigo da Revista Visão, foi um ataque vergonhoso a uma forma de medicina fantástica, que ajuda milhões de pessoas em todo o mundo. Foi vergonhoso, porque foi escrito por leigos em ciência homeopática, foi vergonhoso, porque só apresenta uma versão do assunto, foi vergonhoso pela escrita pobre e pelas citações de cariz ofensivo.
A Homeopatia é a minha vida, é uma paixão que tem exigido de mim imensos sacríficios. Estudo Homeopatia quase compulsivamente há muitos anos, entrego-me totalmente aos meus pacientes, sacrifico tempo para a minha familia, sacrifico férias, fins de semana...tudo isto com uma única motivação, o sucesso clínico, ver os meus pacientes melhores.

Cheguei a um nível da minha prática clínica, que não tenho que perder tempo a tentar provar que a Homeopatia funciona. Os resultados estão à vista, não só sensasorialmente, como analiticamente.

Não é novidade para nenhum homeopata, que acima de determinada potência homeopática, não existem moléculas da substância original e que, quanto mais alta for a potência (com maior grau de diluição), mais profunda é a acção do medicamento. Não contesto que este príncipio contraria na totalidade, todas as leis da física e da quimica que se conhecem hoje em dia.

O que me deixa triste, é a limitação mental de muitos cientistas. Um cientista é alguém que se baseia na evidência, mas a evidência também se baseia em pressupostos, os pressupostos actuais de evidência. Para mim, os critérios de evidência aos quais a Homeopatia tem sido submetida, estão totalmente errados. A Homeopatia tem as suas regras específicas, que se não forem cumpridas, obviamente não vai funcionar.

Fazer estudos clínicos com Homeopatia, estrapolando metodologias utilizadas na medicina convêncional é um erro. Não tem rigor científico e é a explicação para os constantes resultados que têm vindo a público. Não contesto os resultados, considero até que publicações como o "Lancet" são altamente credíveis, o que tenho que constestar são as metodologias utilizadas nesses estudos.

Os estudos homeopáticos são baseados no seguinte pressuposto: vamos provar que a Homeopatia não funciona, ou que a Homeopatia é efeito placebo. Estes estudos são feitos por pessoas com créditos provados nas suas áreas, mas que não dominam os princípios homeopáticos.

Os estudos com Homeopatia têm que ser feitos segundo os métodos homeopáticos, temos que adaptar os pressupostos da evidência, à especificidade da Homeopatia, não podemos querer ter resultados homeopáticos, quando os medicamentos são utilizados segundo a visão da medicina convencional.

Tenho defendido a criação de grupos de cientistas, sobretudo no meio universitário, pela curiosidade e por não estarem tão facilmente sujeitos à pressão de interesses, que seguissem o seguinte princípio: sabemos empiricamente que a Homeopatia funciona, sabemos que trata milhões de pessoas em todo o mundo, vamos saber porquê!! vamos investigar, que mecanismos as ultra-diluições accionam no corpo para levar à cura.

A Homeopatia trata os sintomas da doença, com substâncias que provocam num ser saudável, os mesmos sintomas que o doente apresenta. Acredito incondicionalmente, que se a investigação for no sentido de compreendermos os mecanismos de acção do medicamento homeopático, teremos muitas e importantes respostas, sobre a forma como a doença se manifesta no corpo, isto é, ao sabermos como a "doença" do medicamento se comporta no organismo, saberemos como a doeça propriamente dita se manifesta no corpo.

A Homeopatia tem já duzentos anos, são duzentos anos de experiência clínica de grandes médicos por esse mundo fora, que não podem ser despresados. Grandes cientistas, trabalharam grande parte da sua vida em pról da medicina homeopática. Deixaram-nos um legado médico precioso na ajuda aos que precisam. A Homeopatia, não é uma panaceia, requer uma vida inteira de estudo e dedicação, muitos dos actuais detractores não fazem a mais pequena ideia do que é estudar uma Matéria Médica Homeopática.

Quero dizer com isto, que o conhecimento científico da humanidade não está fechado. Se queremos verdadeiramente evoluir no conhecimento, temos que estar abertos, temos que questionar, pela positiva e não pelo derrotismo. O verdadeiro cientista não tem verdades absolutas, quem as tem, não evolui e, vive de arrogância e pequenez.

Considero-me um homeopata de sucesso, trato todos os que me procuram de um modo responsável e respeitando os limites da Homeopatia. Afirmo determinantemente que a medicina convencional é insubstituível. Todos os dias, milhares de médicos fantásticos fazem milagres por esses hospitais. Tenho imensos amigos médicos que respeito acima de tudo, pelo trabalho que fazem. A Homeopatia é um complemento precioso à abordagem médica, é em muitos casos, uma extenção da medicina. Trabalho frequentemente com pacientes que me são recomendados por médicos, com um sucesso clínico muito acima do esperado com medicina convencional apenas. Quem ganha com este intercambio de experiências? O doente, que deve ser sempre o nosso foco.

Guerras de interesses, só estão ao alcançe dos que não estão focalizados no tratamento dos doentes. Essa não é a minha conduta e por isso não quero entrar nelas.

A Homeopatia é uma pérola, a sua eficácia clínica é surpreendente nos adultos, nos bebés, nos animais, nas plantas, etc. Quem não quer recorrer, está no seu direito, mas deve respeitar o livre arbitrio de quem quer e, de quem confia neste extraordinário tratamento. Em vez de perdermos tempo com patetices, deveriamos unir sinergias para ajudar os doentes.

Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Se há casos de negligência médica em consultas de Homeopatia, também as há nas consultas de medicina convencional. Tenho defendido, serem criados cursos credíveis, com formação sólida em todas as vertentes da saúde humana com o objectivo de formar profissionais homeopatas com capacidade para avaliar o doente e saber aplicar o método homeopático dentro dos seus limites. Esta, para mim, é uma questão fundamental, saber quando o caso não é passível de tratamento homeopático.

Este artigo da revista Visão, foi muito importante para se falar mais desta extraordinária forma de tratamento. Nós, que amamos a Homeopatia e que nada temos a temer, só podemos agradecer a exposição pública que está a ter. Eu vejo sempre as coisas pelo lado positivo, não quero alimentar qualquer sentimento negativo, embora fosse fácil, dada a má qualidade do artigo. Confesso, que depois de todos estes anos de esforço e de estudo, de ter estado com alguns dos melhores homeopatas do mundo em vários países, entristeceu-me a expressão "homeopatetice" proferida por uma professora de química do Instituto Superior Técnico. Esperava mais abertura, das pessoas que ensinam os futuros cientistas do nosso país. Espero que nunca venha a precisar da "homeopatetice" quando a "quimico-espertice", por alguma razão, não resultar.

Só me resta deixar uma palavra de agradecimento, a todos aqueles que têm confiado no meu trabalho e na Homeopatia. É por todos eles, que tenho trabalhado e com eles tenho evoluido. Apesar de todas as forças contrárias, o esforço tem valido a pena.


Nuno Oliveira