sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mentes fechadas

Desde ontem, muitas emoções têm estado presentes dentro de mim. Comecei com indignação, mas rapidamente a afastei, passou por mim a tristeza, a frustração, a impotência, a ansiedade, a angustia...agora, depois de muito pensar, de muito trabalho de auto-disciplina, tenho comigo a aceitação.

Tenho que aceitar, que fazemos parte de uma sociedade, assente em estruturas ocas de interesses económicos, onde os valores ancestrais de respeito pelos outros, a amizade, a solidariedade etc, cairam em desuso.

O artigo da Revista Visão, foi um ataque vergonhoso a uma forma de medicina fantástica, que ajuda milhões de pessoas em todo o mundo. Foi vergonhoso, porque foi escrito por leigos em ciência homeopática, foi vergonhoso, porque só apresenta uma versão do assunto, foi vergonhoso pela escrita pobre e pelas citações de cariz ofensivo.
A Homeopatia é a minha vida, é uma paixão que tem exigido de mim imensos sacríficios. Estudo Homeopatia quase compulsivamente há muitos anos, entrego-me totalmente aos meus pacientes, sacrifico tempo para a minha familia, sacrifico férias, fins de semana...tudo isto com uma única motivação, o sucesso clínico, ver os meus pacientes melhores.

Cheguei a um nível da minha prática clínica, que não tenho que perder tempo a tentar provar que a Homeopatia funciona. Os resultados estão à vista, não só sensasorialmente, como analiticamente.

Não é novidade para nenhum homeopata, que acima de determinada potência homeopática, não existem moléculas da substância original e que, quanto mais alta for a potência (com maior grau de diluição), mais profunda é a acção do medicamento. Não contesto que este príncipio contraria na totalidade, todas as leis da física e da quimica que se conhecem hoje em dia.

O que me deixa triste, é a limitação mental de muitos cientistas. Um cientista é alguém que se baseia na evidência, mas a evidência também se baseia em pressupostos, os pressupostos actuais de evidência. Para mim, os critérios de evidência aos quais a Homeopatia tem sido submetida, estão totalmente errados. A Homeopatia tem as suas regras específicas, que se não forem cumpridas, obviamente não vai funcionar.

Fazer estudos clínicos com Homeopatia, estrapolando metodologias utilizadas na medicina convêncional é um erro. Não tem rigor científico e é a explicação para os constantes resultados que têm vindo a público. Não contesto os resultados, considero até que publicações como o "Lancet" são altamente credíveis, o que tenho que constestar são as metodologias utilizadas nesses estudos.

Os estudos homeopáticos são baseados no seguinte pressuposto: vamos provar que a Homeopatia não funciona, ou que a Homeopatia é efeito placebo. Estes estudos são feitos por pessoas com créditos provados nas suas áreas, mas que não dominam os princípios homeopáticos.

Os estudos com Homeopatia têm que ser feitos segundo os métodos homeopáticos, temos que adaptar os pressupostos da evidência, à especificidade da Homeopatia, não podemos querer ter resultados homeopáticos, quando os medicamentos são utilizados segundo a visão da medicina convencional.

Tenho defendido a criação de grupos de cientistas, sobretudo no meio universitário, pela curiosidade e por não estarem tão facilmente sujeitos à pressão de interesses, que seguissem o seguinte princípio: sabemos empiricamente que a Homeopatia funciona, sabemos que trata milhões de pessoas em todo o mundo, vamos saber porquê!! vamos investigar, que mecanismos as ultra-diluições accionam no corpo para levar à cura.

A Homeopatia trata os sintomas da doença, com substâncias que provocam num ser saudável, os mesmos sintomas que o doente apresenta. Acredito incondicionalmente, que se a investigação for no sentido de compreendermos os mecanismos de acção do medicamento homeopático, teremos muitas e importantes respostas, sobre a forma como a doença se manifesta no corpo, isto é, ao sabermos como a "doença" do medicamento se comporta no organismo, saberemos como a doeça propriamente dita se manifesta no corpo.

A Homeopatia tem já duzentos anos, são duzentos anos de experiência clínica de grandes médicos por esse mundo fora, que não podem ser despresados. Grandes cientistas, trabalharam grande parte da sua vida em pról da medicina homeopática. Deixaram-nos um legado médico precioso na ajuda aos que precisam. A Homeopatia, não é uma panaceia, requer uma vida inteira de estudo e dedicação, muitos dos actuais detractores não fazem a mais pequena ideia do que é estudar uma Matéria Médica Homeopática.

Quero dizer com isto, que o conhecimento científico da humanidade não está fechado. Se queremos verdadeiramente evoluir no conhecimento, temos que estar abertos, temos que questionar, pela positiva e não pelo derrotismo. O verdadeiro cientista não tem verdades absolutas, quem as tem, não evolui e, vive de arrogância e pequenez.

Considero-me um homeopata de sucesso, trato todos os que me procuram de um modo responsável e respeitando os limites da Homeopatia. Afirmo determinantemente que a medicina convencional é insubstituível. Todos os dias, milhares de médicos fantásticos fazem milagres por esses hospitais. Tenho imensos amigos médicos que respeito acima de tudo, pelo trabalho que fazem. A Homeopatia é um complemento precioso à abordagem médica, é em muitos casos, uma extenção da medicina. Trabalho frequentemente com pacientes que me são recomendados por médicos, com um sucesso clínico muito acima do esperado com medicina convencional apenas. Quem ganha com este intercambio de experiências? O doente, que deve ser sempre o nosso foco.

Guerras de interesses, só estão ao alcançe dos que não estão focalizados no tratamento dos doentes. Essa não é a minha conduta e por isso não quero entrar nelas.

A Homeopatia é uma pérola, a sua eficácia clínica é surpreendente nos adultos, nos bebés, nos animais, nas plantas, etc. Quem não quer recorrer, está no seu direito, mas deve respeitar o livre arbitrio de quem quer e, de quem confia neste extraordinário tratamento. Em vez de perdermos tempo com patetices, deveriamos unir sinergias para ajudar os doentes.

Como em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Se há casos de negligência médica em consultas de Homeopatia, também as há nas consultas de medicina convencional. Tenho defendido, serem criados cursos credíveis, com formação sólida em todas as vertentes da saúde humana com o objectivo de formar profissionais homeopatas com capacidade para avaliar o doente e saber aplicar o método homeopático dentro dos seus limites. Esta, para mim, é uma questão fundamental, saber quando o caso não é passível de tratamento homeopático.

Este artigo da revista Visão, foi muito importante para se falar mais desta extraordinária forma de tratamento. Nós, que amamos a Homeopatia e que nada temos a temer, só podemos agradecer a exposição pública que está a ter. Eu vejo sempre as coisas pelo lado positivo, não quero alimentar qualquer sentimento negativo, embora fosse fácil, dada a má qualidade do artigo. Confesso, que depois de todos estes anos de esforço e de estudo, de ter estado com alguns dos melhores homeopatas do mundo em vários países, entristeceu-me a expressão "homeopatetice" proferida por uma professora de química do Instituto Superior Técnico. Esperava mais abertura, das pessoas que ensinam os futuros cientistas do nosso país. Espero que nunca venha a precisar da "homeopatetice" quando a "quimico-espertice", por alguma razão, não resultar.

Só me resta deixar uma palavra de agradecimento, a todos aqueles que têm confiado no meu trabalho e na Homeopatia. É por todos eles, que tenho trabalhado e com eles tenho evoluido. Apesar de todas as forças contrárias, o esforço tem valido a pena.


Nuno Oliveira

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Extraordinária medicina


Este é um site concebido por entidades credíveis sobre Homeopatia.

Para quem quer saber mais...

http://www.extraordinarymedicine.org/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Solidão

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear
ou fazer sexo... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma ..."

Francisco Buarque de Holanda

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Clínica social

Há muito que venho sentindo o apelo, de fazer chegar o que faço, a pessoas, que por razões económicas graves, não podem recorrer aos excepcionais benefícios da medicina homeopática.

Não me parece justo, que uma mãe não consiga tratar homeopáticamente uma criança, por não ter condições económicas para o fazer. Ao longo da minha prática clínica, têm sido dezenas, as pessoas que sei que não podem pagar uma consulta e que não cobro. Por vezes, não pensamos, na quantidade de pessoas que com salários baixos, tentam sobreviver, para que nada falte aos seus filhos. Para essas pessoas, pagar uma consulta privada, é um sacrifício que não podem comportar.

Mas será que por isso, as crianças não podem receber tratamentos homeopáticos? Será que a Homeopatia, é uma medicina exclusivamente, para pessoas com recursos económicos?

Podem chamar-me idealista, mas como idealista não é um nome feio, podem chamar à vontade… O que é certo, é que ainda não desisti de acreditar que podemos chegar a mais pessoas.

O centro Homeopático da Linha, vai contribuir com uma gota num oceano infindável de necessidades, mas se todos pensarmos que não fazemos diferença, o mundo não avança.

A partir de Dezembro, vamos ter um dia por mês para atendimento gratuito a crianças, cujos pais tenham rendimentos baixos. Vamos começar apenas com pediatria, mas em breve, abriremos a clínica social a adultos.

O recurso à clínica social do centro homeopático da linha, exige comprovativo, de que a criança pertence ao escalão A da acção social escolar, ou ao escalão 1 do abono de família.

Todas as informações sobre este serviço e marcação de consultas, através do número 21 099 84 56.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Proibição de plantas medicinais


http://www.youtube.com/watch?v=OzzFzEJMvGg

Em Abril de 2011 entrará em vigor, uma directiva que declara as plantas medicinais como ilegais.
A sabedoria milenar, os legados geracionais e a livre escolha individual, vão ser dramáticamente esquecidos com esta directiva.
Cabe-nos a nós, pelo menos tentar, que os interesses económicos das grandes farmacêuticas e de alguns sectores da classe médica (felizmente muitos médicos estão contra), não se sobreponham à vontade de milhares de pessoas em toda a Europa.
Assinem, por favor, a petição, são 30 segundos que fazem toda a diferença para milhares de pessoas.
Obrigado

http://www.gopetition.com/petition/39757/sign.html#s

domingo, 14 de novembro de 2010

A Homeopatia em primeira linha


O Dr. Greg Meyer é médico homeopata. Descobri-o recentemente e, fiquei muito impressionado com o seu trabalho com Homeopatia, junto dos que mais precisam. Ele trabalha com os homeopatas sem fronteiras no Haiti.
É motivante vermos como a Homeopatia, pode estar na primeira linha em situações de catástrofe. É nisto que eu acredito, medicina integrativa, complementariedade entre especialidades.
O Dr. Greg é um exemplo entre muitos, que por esse mundo fora, fazem chegar a Homeopatia a milhares de pessoas que dela precisam, anonimamente.
Este é o seu blog, vale a pena passarem por lá. Par a além de tudo, ele é também, um excelente fotógrafo.

Thanks Greg for sharing.
Keep going...



sábado, 4 de setembro de 2010

Nova etapa

Sinto que esta semana que passou, foi particularmente rica em mudanças. É interessante observarmos, como em tão poucos dias, tudo muda na nossa vida.
A meio da semana, um sentimento de frustração invadiu o meu ser mais profundo. Deparei-me com o verdadeiro estado da Homeopatia em Portugal. Tenho estado demasiadamente envolvido, em ajudar os meus doentes e nem me tinha apercebido. São precisos alguns baldes de água fria, para nos acordarem para a realidade. Confesso, que este acordar foi penoso e difícil de ultrapassar, mas como costumo dizer, o Universo é sábio, e se soubermos observar, constatamos que uma porta se fecha, mas outras abrir-se-ão de imediato.

Decidi ir mais longe. Foi a dose de motivação que precisava. Vou dar início a um novo ciclo na minha actividade em pról da medicina homeopática. Sei que não estou sozinho, tenho amigos, tenho a vontade e o saber para o fazer e, sobretudo, tenho os melhores pacientes do mundo, porque acreditam em mim e na minha paixão pelo que faço.

Obrigado ao universo e a todos os que me têm apoiado, ao longo deste caminho.