domingo, 14 de junho de 2009

A medicina é só uma


Decidi escrever este texto, com o intuito de desmistificar, e/ou, esclarecer algumas dúvidas sobre a utilização concomitante da Homeopatia com a alopatia (medicina convencional).

Para mim, a medicina é o restabelecimento da saúde, a cura. Quem pratica medicina tradicional chinesa e cura pessoas, está a fazer medicina, quem utiliza a abordagem Ayurvedica e cura pessoas, está a fazer medicina, quem utiliza Homeopatia e cura pessoas, está a fazer medicina, ou seja, o que difere é o método terapêutico utilizado. Na minha opinião, a medicina convencional (alopática) é tão medicina, como qualquer outro método terapêutico eficaz, o que difere é apenas o método utilizado.


Tenho um profundo respeito e reconhecimento pelos excelentes profissionais da medicina convencional, médicos, enfermeiros, paramédicos, etc, tenho inclusivamente bons amigos em todas estas áreas, pessoas que eu sei e, que em certos casos, até testemunhei, têm uma total dedicação a ajudar os outros e que são verdadeiros médicos e não Dr’s. Sim! Porque há uma grande diferença entre ser médico e ser Dr. O médico é aquele que se preocupa com o seu paciente, em fazer o melhor por ele, em procurar as melhores soluções para restabelecer o estado de saúde do doente. O médico é informado, tem mente aberta, não se limita ao seu mundo, procura novas abordagens, porque o único interesse é o bem estar dos seus pacientes. Felizmente existem muitos médicos por aí, que fazem pender para o lado bom, a balança dos cuidados de saúde em Portugal.

No entanto, por vezes, sou confrontado com situações desagradáveis de intolerância extrema à Homeopatia, por parte de alguns profissionais da medicina convencional. Argumentos? “porque sim...” ou noutros casos “porque interferem com os verdadeiros medicamentos...”. Estas opiniões, para além de introduzirem uma componente ansiosa no doente, revelam um total desconhecimento sobre o que é a Homeopatia, daí que devam ser evitadas. Perante estas situações, das duas uma, ou não se opina com base no que não se domina, ou se procura informação que fundamente a nossa opinião.


Apesar de respeitar profundamente qualquer colega médico, homeopata ou não, penso que só quem é especialista em determinada área tem total capacidade de expressar uma opinião tecnicamente fundamentada sobre assuntos relativos à mesma.


Para opinarmos sobre a abrangência e eficácia de uma determinada técnica terapêutica, são precisos muitos anos de prática e experiência clínica, utilizando-a. É isso que faço, sou homeopata de coração, não me sentiria realizado a praticar medicina convencional, mas nunca opino sobre áreas que não domino.

Para o bem-estar do paciente, que deve ser o principal objectivo do médico, o contacto pessoal entre colegas, para esclarecimentos de dúvidas e intercâmbio de conhecimentos, deveria ser regra e não excepção.

Um médico homeopata bem preparado tecnicamente não submeterá os seus pacientes a riscos desnecessários, nem prescindirá da opinião de outros colegas, se a situação assim o exigir.
Assim, deveremos promover o diálogo entre profissionais de saúde, pois só assim, o paciente beneficiará do melhor que cada técnica tem para oferecer.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Homeopatia em Portugal

Passos Manuel

Encontrei este texto muito interessante sobre a história da Homeopatia em Portugal.
Foi publicado na revista de história da faculdade de letras do Porto, sendo o seu autor
Yann Loïc Macedo de Morais Araújo.

Para quem gosta de saber mais...

http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3380.pdf

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Este dia...

Aquele Obrigado ao Universo


“Escolhe um trabalho que ames e não terás que trabalhar um único dia da tua vida.”(Confùcio)
Comecei assim o dia...é bom ter amigos assim:)

Este foi um dia especial, em que dei um passo de gigante no trilho em que já havia entrado à cerca de dois anos.
Foi um passo que me fez ver, me fez sentir, o quanto sou previlegiado por poder fazer e viver daquilo que mais gosto, daquilo que mais me preenche.
Nunca tive tanta força, tanta motivação, tanto crer como hoje. É esta energia que nos anima, que nos transcende, que nos suporta e, que nos dá vida.
Não podia deixar passar este dia, sem agradecer a todos os meus verdadeiros amigos e amigas que me apoiaram, me incentivaram, me ouviram, que compreenderam o significado da palavra Homeopatia na minha vida e, sobretudo, acreditaram...incondicionalmente.
Aos meus pacientes, pelo que me têm ensinado, pela confiança, pelas emoções que me fazem sentir...por tudo...
À minha familia, pelo apoio e compreensão (e paciência).

Obrigado a todos,

Sejam benvindos ao meu mundo...

sábado, 18 de outubro de 2008

Artigo publicado na revista Máxima - Nov/2008

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Conferência com Rajan Sankaran


Estive na passada semana cinco dias com uma das minhas referências em Homeopatia, o Dr. Rajan Sankaran.
A conferência realizou-se em Galway na Irlanda e foi uma experiência muito enriquecedora.
Para mim, o Dr. Sankaran é um dos melhores homeopatas do mundo, um génio que criou um novo método de ver e aplicar os conceitos homeopáticos. Li quase todos os livros dele e sempre me perguntei, como é possível chegar tão longe, como é possível ter uma visão tão projectada no tempo. Percebi nesta conferência que é pura paixão pela Homeopatia, entrega total a esta arte de curar. Tal como ele, outros o fizeram: Hahnemann, Hering, Kent, Boericke, Vithoulkas, entre muitos outros...todos eles merecem o meu reconhecimento.
Sankaran em consulta é como um maestro a conduzir a sua orquestra, o maestro exalta o sentimento, a criatividade, o improviso, o melhor dos seus músicos. Sankaran faz também isto com os seus doentes e leva-os numa viagem ao seu ser mais profundo, onde está a verdadeira causa da doença. Uma palavra: brilhante...
São estes momentos que me dão alento para continuar este caminho, de praticar Homeopatia ao mais alto nível, a Homeopatia clássica unicista, para bem da Homeopatia e principalmente dos meus doentes.
Keep going Rajan Sankaran...

sábado, 6 de setembro de 2008

O que trata a Homeopatia ?

A Harmonia Mental, Emocional e Física

Frequentemente sou questionado sobre o que trata a Homeopatia; que patologias são passíveis de tratamento homeopático.
A Homeopatia é um sistema, uma forma de medicina muito completa. Digo completa, porque tem as suas próprias regras de diagnóstico, tem a sua farmacopeia própria e, a abordagem sobre a doença, é específica da Homeopatia. Assim, não podemos nunca abordar a doença e o doente do ponto de vista da medicina alopática (química). Isto é um erro que leva frequentemente ao insucesso clínico, descredibilizando a Homeopatia e ao mesmo tempo presta-se um mau serviço ao doente.
Segundo o meu ponto de vista, uma das principais razões para a descredibilização da Homeopatia está no facto de alguns colegas estarem a praticar medicina convencional com medicamentos homeopáticos, ou seja, o pensamento, a abordagem da patologia e a forma de medicar são os da medicina química, mas ao doente são dados medicamentos homeopáticos.
Assim, quando me questionam sobre o que é passível de tratamento homeopático, tenho que demonstrar às pessoas que em Homeopatia nós não tratamos doenças, tratamos sim a pessoa no seu todo. Quando trato um doente asmático, não trato a asma do doente, trato sim o doente que tem asma. Sabemos que todos eles sofrem da mesma doença, mas a forma como a asma se manifesta difere de pessoa para pessoa, o quadro sintomatológico fisico, emocional e mental é específico do indivíduo. O sucesso destes casos está em perceber essa individualização e medicar de acordo com a especificidade de cada pessoa. Este é o princípio que está subjacente a todas as prescrições homeopáticas.
No entanto, não podemos esperar milagres de cura, temos que ser sérios e aceitar que tal como qualquer outra forma de medicina, a Homeopatia, tem os seus limites e não trata o que não é passível de tratamento. Muitas vezes a Homeopatia é usada, não com o objectivo da cura, mas como um excelente paliativo, nomeadamente em doentes em fase terminal, dando-lhes uma melhor qualidade de vida de um ponto de vista não evasivo. Temos excelentes resultados em patologias agudas, como amigdalites, bronquiolites, otites, infecções do tracto urinário, etc, onde em muitos casos a Homeopatia é mais rápida a actuar do que a medicina química. Nas patologias crónicas e recorrentes, onde em minha opinião a medicina química mais falha, a Homeopatia assume-se como a melhor alternativa. Problemas do foro emocional / mental são também eficazmente tratados através da Homeopatia.
Porque não experimentar?

domingo, 29 de junho de 2008

Restrições dietéticas

As restrições dietéticas são habituais durante o tratamento homeopático. Algumas são relativas e, estão directamente relacionadas com a nutrição em si mesma, com o objectivo de melhorar o estado geral do doente, suprimir eventuais carências alimentares, ou dar um aporte superior de vitaminas, minerais, oligoelementos, entre outros nutrientes essenciais ao caso em questão.
No entanto, existem algumas substâncias que aconselho serem evitadas durante o decorrer do tratamento homeopático. Estas substâncias, são essencialmente, todas aquelas com poder estimulante, como o café, o chá, o chocolate, etc. Tenho verificado na minha prática clínica, que estas substâncias actuam como antídotos do medicamento homeopático, principalmente quando administro potências mais elevadas. Noutro sentido, também os medicamentos quimicos têm esse poder. Apesar de não haver qualquer interacção de incompatibilidade entre os estimulantes e o medicamento, verifica-se que este cessa o seu efeito no organismo, após o doente ingerir tais substâncias.
Apesar deste facto se verificar com frequência, o Dr. Rajan Sankaran, uma das minhas referências em Homeopatia, desenvolveu um estudo que prova que estas substâncias não interferem com o tratamento homeopático**.
Na minha opinião, esta conclusão deve-se ao facto do estudo ter sido feito na India, onde o modo de vida, o tipo de alimentação, os hábitos diários e a componente espiritual, são consideravelmente diferentes do ocidente. Mais um tema a estudar e a debater entre a comunidade homeopática.
De referir, que estou a desenvolver neste momento uma teoria que fundamenta o princípio de acção dos estimulantes nos medicamentos homeopáticos. Oportunamente irei desenvolvê-la mais detalhadamente.
Assim, devido à minha própria experiência, aconselho os doentes que se submetem a tratamentos homeopáticos, a evitarem estas substâncias, para que tenhamos a total certeza e segurança de que o medicamento está a actuar correcta e profundamente no organismo. O possível “sacrifício” que o doente fará em não beber café, chá ou chocolate durante o tratamento, é largamente compensado pelo restabelecimento do seu estado de saúde.

** In Homeopathy the Science of healing – Dr. Rajan Sankaran