domingo, 29 de junho de 2008

Restrições dietéticas

As restrições dietéticas são habituais durante o tratamento homeopático. Algumas são relativas e, estão directamente relacionadas com a nutrição em si mesma, com o objectivo de melhorar o estado geral do doente, suprimir eventuais carências alimentares, ou dar um aporte superior de vitaminas, minerais, oligoelementos, entre outros nutrientes essenciais ao caso em questão.
No entanto, existem algumas substâncias que aconselho serem evitadas durante o decorrer do tratamento homeopático. Estas substâncias, são essencialmente, todas aquelas com poder estimulante, como o café, o chá, o chocolate, etc. Tenho verificado na minha prática clínica, que estas substâncias actuam como antídotos do medicamento homeopático, principalmente quando administro potências mais elevadas. Noutro sentido, também os medicamentos quimicos têm esse poder. Apesar de não haver qualquer interacção de incompatibilidade entre os estimulantes e o medicamento, verifica-se que este cessa o seu efeito no organismo, após o doente ingerir tais substâncias.
Apesar deste facto se verificar com frequência, o Dr. Rajan Sankaran, uma das minhas referências em Homeopatia, desenvolveu um estudo que prova que estas substâncias não interferem com o tratamento homeopático**.
Na minha opinião, esta conclusão deve-se ao facto do estudo ter sido feito na India, onde o modo de vida, o tipo de alimentação, os hábitos diários e a componente espiritual, são consideravelmente diferentes do ocidente. Mais um tema a estudar e a debater entre a comunidade homeopática.
De referir, que estou a desenvolver neste momento uma teoria que fundamenta o princípio de acção dos estimulantes nos medicamentos homeopáticos. Oportunamente irei desenvolvê-la mais detalhadamente.
Assim, devido à minha própria experiência, aconselho os doentes que se submetem a tratamentos homeopáticos, a evitarem estas substâncias, para que tenhamos a total certeza e segurança de que o medicamento está a actuar correcta e profundamente no organismo. O possível “sacrifício” que o doente fará em não beber café, chá ou chocolate durante o tratamento, é largamente compensado pelo restabelecimento do seu estado de saúde.

** In Homeopathy the Science of healing – Dr. Rajan Sankaran

Agravamento homeopático

Muitos dos meus pacientes, após começarem o tratamento homeopático, experimentam o que chamamos agravamento homeopático. É comum telefonarem-me alguns dias depois, dizendo que não se sentem melhor e, até sentem mesmo, um agravamento dos sintomas que anteriormente apresentavam. A minha resposta é sempre a mesma : “óptimo, bom sinal...”
Não sou insensível, nem tenho um particular apresso por ver os meus doentes a sentirem-se pior, mas o agravamento homeopático é sem dúvida, um excelente sinal de que foi administrado o medicamento correcto (similimum), e que o doente entrou no processo de cura.
Estes agravamentos são transitórios e geralmente de curta duração. Após o agravamento, o doente sentirá melhoras muito significativas no seu estado de saúde.
Esta situação acontece, porque foi administrado ao doente, um medicamento que está em perfeita afinidade com ele, ou seja, está em perfeita harmonia com todas as queixas do doente, sejam elas mentais, emocionais ou físicas. Por outras palavras, foi dado ao doente um medicamento que provoca numa pessoa saudável, exactamente os mesmos sintomas que o doente apresenta.
Sendo assim, espera-se e sobretudo deseja-se, que o doente sinta uma exacerbação dos sintomas no início do tratamento. Isto revela que o homeopata teve sucesso no diagnóstico e, que o doente, está a iniciar o processo de cura da doença.
O agravamento homeopático é mais comum acontecer nos casos crónicos do que nos casos agudos e, quando surge, é um sinal de alento tanto para o homeopata, que percebe assim que escolheu o medicamento correcto, como para o doente que beneficiará de toda a eficácia do tratamento homeopático.
Neste sentido, desconfio da eficácia do tratamento homeopático prolongado sem qualquer agravamento; na minha perspectiva, significa que não estamos a induzir no organismo do doente o processo de cura. Tenho verificado esta situação, em doentes que surgem na minha consulta após anos de tratamento pseudo homeopático, com muitos medicamentos, mas com poucos resultados visíveis. A verdadeira Homeopatia é altamente eficaz, é radical, o doente sente melhoras efectivas num curto espaço de tempo. A ideia de que a Homeopatia é lenta a actuar é completamente errada e, é o reflexo, da má práctica homeopática.
O Professor George Vithoulkas, uma das maiores figuras mundiais em Homeopatia escreveu : “...por conseguinte, a práctica comum de alguns homeopatas, tentando suprimir os agravamentos, é, na verdade, um processo que não permite a cura. As atitudes e ensinamentos baseados na prescrição de medicamentos que provavelmente não produzam agravamentos vêm de pessoas com pouco conhecimento da ciência da Homeopatia”. **
Sendo assim, o agravamento homeopático não pode ser entendido como prejudicial, bem pelo contrário, ele deve ser encarado como o arranque para um tratamento homeopático eficaz e, por conseguinte, para uma vida mais saudável.

** In Homeopatia:ciência e cura – Prof. George Vithoulkas

domingo, 15 de junho de 2008

Homeopatia e gravidez

A gravidez é uma fase particularmente interessante na vida da mulher, não só pelo ponto de vista mental e emocional, mas também devido às alterações hormonais, metabólicas e fisiológicas verificadas no seu corpo. A gravidez é de certa forma limitativa no que diz respeito à administração de medicamentos quimicos, tanto pelas implicações que podem ter na mãe como, principalmente, no próprio feto.
A Homeopatia é uma medicina de excelência na gravidez, aliás, deveria ser a medicina de primeira abordagem nesta fase da vida da mulher. Sintomas como enjoos, cansaço, depressão (inclusivé depressão pós-parto), infecções respiratórias, infecções urinárias, dores osteo-musculares, entre muitas outras queixas, são passíveis de tratamento rápido e eficaz pela Homeopatia, sem os riscos inerentes à medicação quimica.
A Homeopatia tem caracteristicas muito particulares que a fazem ser indicada em todas as fases da vida humana, desde o bebé recém-nascido, até à terceira idade. Na gravidez, a Homeopatia pode melhorar em muito a qualidade de vida da mãe, tanto no tratamento rápido e eficaz das possíveis queixas fisicas, como ajudando a mulher a superar algumas alterações emocionais que possam surgir e, que em certos casos, são muito limitativas para o seu bem estar, impedindo-a de “saborear” todas as emoções e sensações que a gravidez lhe oferece. Muitas mulheres que passaram por estes problemas sabem do que estou a falar...
Algumas mulheres grávidas sentem uma ansiedade constante em relação ao seu estado de saúde, vivem em excessiva preocupação, se irão constipar-se, ou contrair alguma outra patologia; a sua preocupação é por não poder, ou não ser aconselhável, tomar medicação nesta fase. A Homeopatia permite aliviar esta ansiedade, porque a mulher sabe que qualquer patologia que surja, é tratada rápida e eficazmente, com toda a segurança através do tratamento homeopático.
Assim, aconselho todas as futuras mamãs, a recorrerem ao tratamento homeopático sempre que o seu estado de saúde mental, emocional ou fisico o justifique.

sábado, 14 de junho de 2008

Medicamentos para...

Como já escrevi anteriormente, a intenção deste blog é dar a conhecer algumas das minhas ideias sobre esta grandiosa arte de curar que é a Homeopatia. Alguns dos meus pontos de vista, podem parecer um tanto ou quanto radicais, ou fora do que está protocolado nas esferas da comunidade homeopática. No entanto, estas ideias fazem parte de mim, fluem com tanta naturalidade que as assumo como verdades absolutas. A Homeopatia não pode ser praticada apenas com base no conhecimento científico, na racionalidade, tem que se sentir, temos que deixar fluir a energia. A Homeopatia é energia, o ser humano é energia, a vida é energia...A tecnologia permite-nos ter meios poderosos para auxiliar a medicina. A pergunta que se impõe é: como é possivel a humanidade estar tão doente com todo o “arsenal” de terapias e meios auxiliares de diagnóstico, como TAC, ressonância magnética, ecografias, etc. Cada vez vemos mais pessoas doentes, com problemas mais sérios, mas isto é um contrasenso tendo em conta os milhões gastos em investigação na área da saúde. Das duas uma, ou a doença é dotada de uma inteligência superior ao ser humano, o que a faz estar sempre um passo à frente da investigação, ou a investigação está a seguir um caminho errado. Obviamente que me inclino mais para a segunda hipótese. Na minha opinião, a investigação médica está a centrar-se no lado errado, ou seja na patologia em si mesma, na bio-quimica, na bactéria, no virus, etc. Estão agarrados ao acessório e não ao essencial. Para mim o essencial é a causa da doença. Nas minha consultas faço sempre a mesma pergunta a mim mesmo: “Nuno, porque é que este indivíduo está com esta patologia?” Ele está com uma amigdalite e já é recorrente, se fizermos a abordagem convencional, administramos um medicamento para combater a amigdalite e pronto, simples e práctico. No entanto, a causa que está na origem do problema não foi considerada e, obviamente, mantém-se activa. É claro que passado algum tempo o indivíduo está novamente doente. Isto é observado diáriamente em qualquer consulta médica.
Em Homeopatia também verifico o mesmo, as consultas são feitas com base em softwares avançados e os diagnósticos são feitos tendo em conta o sintoma; o doente queixa-se de tosse e lá vão na receita uma serie de medicamentos com afinidade com tosse, como se a causa da doença estivesse na tosse. Isto não é apenas uma crítica pela crítica em si mesma, é que esta práctica deixa-me profundamente desgostoso, por estar em severa contradição com os mais elementares princípios homeopáticos. Como a Homeopatia é a minha vida, só posso ficar triste e desapontado...
Em Homeopatia NÃO EXISTEM medicamentos para a patologia, existem sim, medicamentos para o Sr. Manuel, a Sra. Maria, o menino Ricardo, etc, para a totalidade dos sintomas, mentais, emocionais e fisicos. É um disparate indicar-se medicamentos para a febre, tosse, obstipação, dispepsia, artrite, cefaleias, etc, apesar de ser um erro inadmissível, é o que se vê em sites, blogs, livros...
Sou contra esta atitude! Em nome da boa práctica homeopática, nunca indicarei medicamentos homeopáticos associados a qualquer patologia neste blog, nem em qualquer outro sitio.
Não abdico desta ideia pela Homeopatia, pelos meus doentes, por aquilo que sinto e em que acredito e, fundamentalmente, pelos resultado clínicos que obtenho com esta práctica.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Crianças e doença aguda


Por vezes sinto que a Homeopatia é tida pelas pessoas como um método terapêutico obscuro e marginal, que só é considerada quando as esperanças nos métodos convencionais está francamente diminuída.
Este conceito de última esperança não podia estar mais errado. O pensamento devia ser precisamente o contrário, ou seja, a Homeopatia devia ser a medicina de primeira abordagem e não a medicina quimica. Porquê recorrer aos malefícios dos medicamentos quimicos, como antibióticos, anti-inflamatórios, anti-depressivos, etc, quando temos na Homeopatia uma resposta mais rápida, eficaz e sem os efeitos nefastos dos quimicos? Quando digo resposta mais rápida, é precisamente isso que se passa com a administração do medicamento homeopático. Qualquer patologia aguda, infecciosa ou não, com a administração do medicamento correcto na potência certa, é combatida de uma forma surpreendentemente rápida e eficaz.
Na minha práctica clínica vejo isto diariamente. Infecções urinárias, candidíases, infecções respiratórias, infecções cutâneas, etc, são tratadas de uma forma bem mais rápida, eficaz e suave para o doente. Nas crianças, onde a Homeopatia devia ser a medicina de primeira linha por excelência, os resultados são espantosos. Bronquiolites, otites, infecções respiratórias das mais variadas etiologias, processos alérgicos, amígdalites, erupções cutâneas, entre outras patologias agudas, são tratadas rápida e eficazmente com o medicamento homeopático, reduzindo muito o tempo normal de convalescença e, mais importante ainda, diminuindo os episódios de recidíva, tão habituais nas crianças sujeitas ao tratamento com antibióticos. Muitos pais não recorrem à Homeopatia por desconhecimento, ou da eficácia, ou por não conhecerem um homeopata que lhes garanta a confiança necessária para tratar os seus filhos. Tenho muitas crianças na minha consulta, muitas delas, quando vieram pela primeira vez, tomavam inúmeros medicamentos, em certos casos à vários anos e com resultados muito pouco satisfatórios. O que posso dizer, é que os “meus” meninos e meninas, não voltam a tomar medicação quimica, claro que continuaram a constipar-se, mas são tratados homeopaticamente de uma forma rápida, suave e permanente, evitando-se assim, as frequentes recidívas tão habituais com a abordagem alopática(medicina quimica).
O preço, tal como já falei num post anterior, está ao alcançe de todos. Desde que se recorra à verdadeira Homeopatia, só irá ser prescrito UM medicamento que custará cerca de quatro euros. O preço da medicação é sem dúvida uma grande vantagem da Homeopatia.
Por fim, deixo algumas perguntas para a reflecção dos pais :
Já se questionaram sobre os malefícios do excesso de medicação dado hoje em dia às crianças?
Consideram normal terem as crianças doentes de quinze em quinze dias e os médicos alopatas continuarem a dar a mesma medicação sem resultados?
Será normal que o estado predominante da criança seja o estado de doença?
Será normal que os médicos alopatas não considerem insucesso clínico, quando têm uma criança durante anos a tomar medicação supressora?
O estado de cronicidade da criança será devido à doença original, ou será devido à doença provocada pelos medicamentos(iatrogénica)?
Estas são perguntas pertinentes, que devem ser colocadas e analisadas conscientemente. A Homeopatia tem as respostas e, deve ser considerada, como medicina de primeira abordagem e não como segunda escolha, para bem das nossas crianças.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Medicamento Único


Prescrever um medicamento único é uma das leis fundamentais da Homeopatia. O que verifico hoje em dia, é um constante atentado à boa práctica homeopática, ou seja, em vez de se fazer uma avaliação rigorosa do doente e recolher-se a totalidade dos sintomas mentais, emocionais e físicos, o que se faz é reduzir à expressão mais simples o acto médico. Assim, torna-se mais fácil fazer um “cocktail” de medicamentos homeopáticos e dar ao doente com a esperança de que algum desses medicamentos actue realmente. Este é um profundo disparate que contribui somente para aumentar o estado caótico em que se encontra a Homeopatia. Isto não é mais do que fazer Homeopatia com pensamento alopático (medicina química), ou seja, dar os medicamentos para a patologia e não para a pessoa individual, ou, por outras palavras, é fazer medicina convencional com medicamentos homeopáticos. Desculpem-me a frontalidade, mas quem pensa assim é homeopatista e não homeopata, não sente a verdadeira arte de curar, não interiorizou a filosofia e como se não bastasse, não estudou o suficiente os medicamentos para os sentir, de forma a dá-los correctamente.
Como podemos avaliar com precisão um efeito benéfico ou nocivo de um conjunto de medicamentos?
Até hoje, nenhum medicamento da Matéria Médica Homeopática foi experimentado em combinação com outros, a descrição que temos dos medicamentos foi feita apenas sob a influência de uma substância.
Suponhamos que um paciente tomou um complexo composto por seis substâncias homeopáticas e sentiu um agravamento do seu estado. Como podemos saber qual a substância que provocou esse agravamento? Será que o agravamento foi provocado pela interacção entre substâncias? Como podemos saber? Onde está o rigor científico desta práctica?
Por outro lado, suponhamos que o paciente sentiu melhoras, como sabemos qual das substâncias teve esse poder? Se as melhoras foram curtas, teremos que aumentar a potência do medicamento, em qual das substâncias o deveremos fazer?
O professor George Vithoulkas, talvez a grande figura mundial em Homeopatia e uma das minhas referências, escreveu algo que achei interessante transcrever : “A prescrição combinada seria semelhante à tentativa de se criar uma harmonia ligando-se ao mesmo tempo seis rádios diferentes em estações diversas, na esperança de criar uma sinfonia. Esta práctica só pode criar um caos completo, e, na verdade, os casos mais lamentáveis que ocorrem na práctica homeopática são os de pacientes que se submeteram durante anos a esse tratamento caótico. O mecanismo de defesa desses pacientes está tão perturbado que frequentemente é de todo impossivel restaurar a sua saúde mesmo ao nível anterior a essa prescrição, quanto mais motivar uma cura. Para o homeopata conscencioso e instruído, a práctica de dar vários medicamentos ao doente só pode ser deplorada...” **
Julgo que estas ideias são simples e do senso comum, por isso dou comigo a pensar o que se passa com a Homeopatia hoje. Será que o pensamento adquirido através da medicina convencional está a tomar conta da nossa Homeopatia? Se assim for, têm em mim o mais feroz opositor...

** In Homeopatia : Ciência e Cura – Professor George Vithoulkas

domingo, 8 de junho de 2008

O preço da Homeopatia


“Dr. eu sei que estes tratamentos são muito caros...”
“A Homeopatia é eficaz mas é carissima...”
“Dr. não posso suportar um tratamento desses..”

Estas afirmações deixam-me particularmente triste, não por virem dos meus doentes, que são as pessoas que mais respeito, mas por estarem enraizadas no senso comum da nossa sociedade.
Nada pode estar mais errado, efectivamente a Homeopatia, é sem dúvida, a medicina mais barata para o doente.
A verdadeira Homeopatia, como todas as vertentes científicas, obedece a uma filosofia, a princípios e a leis. Uma dessas leis é “medicamento único”. Várias escolas e correntes surgiram ao longo dos anos, mas infelizmente só serviram para denegrir e descredibilizar, a nossa Homeopatia. Estas escolas, formaram homeopatistas, não lhes chamo homeopatas, porque simplesmente não fazem Homeopatia e também porque sou politicamente incorrecto.
O Dr. Samuel Hahnemann, o criador da Homeopatia, o mestre, criou um sistema completo e deixou-nos a obra que o explica, chama-se “Organon ou a arte de curar”. Na minha opinião, se o Dr. Hahnemann concebeu um sistema terapêutico e lhe deu o nome de Homeopatia, tudo o que se fizer diferente do que ele criou não se pode chamar Homeopatia, dêm-lhe outro nome, mas nunca Homeopatia, respeitem o trabalho, a memória e a obra do mestre. Nisto sou radical e intransigente...é como pegarmos na 5ª sinfonia de Beethoven, alterarmos a partitura e tocarmos como se fosse a 5ª sinfonia de Beethoven, isto não está correcto, é triste e desmotivador para quem, como eu, vive a Homeopatia.
O que quero dizer com isto, é que muitos “colegas”, prescrevem inúmeros medicamentos para as queixas do doente, desviando-se duma das leis fundamentais da Homeopatia que é “medicamento único”.
O leitor, se recorreu a um tratamento homeopático e lhe foram prescritos, vários medicamentos homeopáticos em complexo, ou alternados, mais fitoterapia (medicamentos feitos a partir de plantas), mais um sem número de outros tratamentos, tudo numa receita em formato A4, com certeza que não fez Homeopatia, fez qualquer outra coisa, carissima, isso sim, mas não Homeopatia.
Se por outro lado, recorreu a um verdadeiro Homeopata, e lhe foi dado apenas UM medicamento homeopático, tal como ditam as regras, terá pago qualquer coisa como 4 Euros e ficou com a garantia de que fez realmente Homeopatia.
A Homeopatia é uma medicina extremamente eficaz, em todas as idades, e em todas as circunstâncias, sejam patologias agudas, ou patologias crónicas e sobretudo é a forma de medicina mais acessível em termos económicos, desde que seja realmente Homeopatia e não seja um “emaranhado” de terapias conjuntas, que não têm a capacidade terapêutica da Homeopatia e ao mesmo tempo, encarecem exponencialmente as receitas.