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sexta-feira, 14 de junho de 2013

A generalização é injusta




Um problema que é recorrente na prática homeopática (e também será noutras formas de medicina complementar), é o facto de se generalizar a opinião, em vez de fazer-se uma análise do particular.

Se uma pessoa recorre a um homeopata e o profissional não teve um comportamento correcto, ou foi de alguma forma negligente, automaticamente se generaliza para a Homeopatia no seu todo e, não para o profissional em causa. Se um homeopata menos sério, cobra um preço muito acima do que deveria e os resultados são nulos, então os homeopatas (TODOS) são charlatães e só querem enganar as pessoas que sofrem. 

Penso que é totalmente injusta esta generalização, uma vez que me considero uma pessoa íntegra e honesta e tal como eu, muitos outros colegas o são. 

Tal como condeno a generalização em relação à Homeopatia, também a condeno em relação à medicina convencional. 

Não concordo que façamos uma generalização sobre o nosso sistema de saúde, ou sobre instituições em particular, ou sobre determinada especialidade.

Tenho dito sempre que a medicina convencional é insubstituível. Tenho um grande reconhecimento pelos médicos, que todos os dias salvam milhares de vidas nos nossos hospitais. Não podia ser de outra forma! Eu próprio, há alguns anos atrás, fui testemunha da entrega e do profissionalismo dos médicos da UCIPED do Hospital de Sta. Maria, devido a um problema grave de uma filha. Cheguei a questionar, se eles dormiam ou tinham folgas, porque os via sempre por lá, a dar o seu melhor.
Fui também testemunha, da competência do Professor Jorge Cruz e da sua equipa de cirurgia cárdio-torácica em Sta. Maria. Já lá vão alguns anos e ainda hoje tenho um profundo reconhecimento e gratidão pelo seu trabalho excepcional.

Muitos são os médicos da medicina convencional, que têm total abertura para as medicinas complementares. Tenho muitos médicos na minha consulta, muitos vêm com os seus filhos e muitos outros partilham os seus pacientes comigo. Temos conversas muito interessantes sobre os diferentes pontos de vista, mas acabamos, sempre, por chegar a um consenso. Fico muito feliz com esta complementaridade. Felizmente, tenho sido um privilegiado na relação profissional e até pessoal, com médicos da medicina convencional. 

Isto para dizer, que não concordo com ataques aos médicos, instituições e ao sistema de saúde em geral. É um facto, que há médicos que não deveriam exercer a profissão, porque são maus técnicos, ou porque não têm a tão importante “veia humana”, fundamental no exercício de medicina. Se houver necessidade de criticar, façamo-lo em prol do particular e não do conjunto. 

Outra crítica fácil, é dirigida à industria farmacêutica. Conheço bem esta realidade, porque estive ligado a esta área muitos anos. É claro, que o lucro é o objectivo final. Todos sabemos, que muitas vezes a necessidade de obter dividendos, leva a comportamentos incorrectos e pouco éticos e isso deve ser condenado. Mas por outro lado, são também os laboratórios os responsáveis pela investigação de novas moléculas, pelo avanço da medicina nas últimas décadas. A investigação de uma nova molécula custa milhões às companhias e, como é obvio, terão que obter o retorno do investimento. Muitas vezes, o problema está na necessidade de retorno rápido, o que leva aos comportamentos não éticos. 

A Homeopatia é a minha vida. Cada dia que passa, tenho uma maior paixão pelo que faço. Acredito incondicionalmente, nos benefícios desta medicina. Vejo estes benefícios diariamente na minha clínica, com as pessoas que me procuram, com os mais variados problemas de saúde. 

Quem não conhece esta prática a fundo, deve abster-se de criticar. Se não há estudos suficientes, porque não faze-los?

Porque não criar polos homeopáticos em hospitais públicos, a título experimental, para que sejam comprovados, os benefícios da complementaridade?

Estas ideias, não são utópicas. São possíveis. Haja (boa) vontade.

Os doentes agradecem...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Até sempre Rodrigo!


Se houvessem dias que pudessem ser apagados da nossa vida, este seria um deles.

O que dizer quando um lutador de 3 anos é derrotado por uma doença maldita, cruel, traiçoeira e implacável?

Hoje estou a viver o lado negro da minha profissão. Sinto-me derrotado, sem forças, sem motivação e sem aquela paixão pelo que faço, que quem me conhece, sabe que tenho sempre comigo. 


E agora? acredito que o Rodrigo está feliz no reino encantado para onde voam os meninos que partem.
E a mãe? e a família? e os amigos? e o país inteiro que o apoiou incondicionalmente?

Não consigo imaginar a dor da Vanessa...queria tanto que o desfecho fosse outro:(

Trabalhei tanto para fazer o melhor por ele, passei muitas horas a estudar as melhores soluções para debelar aquela maldita infecção num quadro tão complexo e difícil.

Apesar da realidade clínica não ser favorável, acreditei a certa altura, baseando-me nas análises, que poderíamos ter esperança.

Infelizmente a doença venceu...estou triste:(

Muita força Vanessa e família!!!